Que ninguém se sinta obrigado a ler este blog... a sério, só o fiz para ver como é, para publicar aquilo que me vem à cabeça... o que nem sempre é interessante. Ne vous sentez pas obligés de lire ce blog... je l'ai fait uniquement comme expérience, pour publier ce que je considère intéressant. Et tout est relatif. Surtout l'intéressance. Bref, bienvenue à mon blog! Bem-vindos ao meu blog!

sexta-feira, outubro 16, 2009

IKEA

Bem, o programa de hoje era ir para Malmö.... claro que às tantas tinha de sair asneira :P Como isto está enorme vou fazer capítulos, assim os meus estimados leitores só lêem o que lhes apetece.

Ida para Malmö
Eu ontem tinha estado a programar meticulosamente esta minha saída em termos de transportes (que linha de autocarros apanhar para onde e tal) - até aqui tudo bem.
Hoje de manhã consegui acordar cedo, saí de casa para ir à paragem onde tinha o meu autocarro... e perdi-me pelo caminho. Logo aí foi um bom começo. Ainda por cima às 8h da manhã o trânsito aqui na minha zona é o caos, está tudo a sair para o trabalho / as aulas. Quando falo de trânsito falo de carros, claro, mas principalmente de bicicletas... montes, por toda a parte, cruzam-se nem sei como não chocam, e fazem razias silenciosas nos peões com uma descontracção total. Enfim, não vi conflitos, nem acidentes, tudo isto parece muito normal, devo ser eu que me tenho de habituar. Depois de dar umas voltas com o tempo a apertar acabei por dar com outro sítio em que me lembrava que deveria também haver, algures, uma paragem para o meu autocarro. Decidi então perguntar è primeira pessoa que me apareceu à frente onde havia uma paragem do 169, e essa pessoa era um varredor da rua... que não falava inglês. Svidich dizia ele. Usei então (com a maestria que podem imaginar) o meu alemão. De tudo o que lhe disse o senhor percebeu a palavra BUS e apontou na direcção em que achava haver uma paragem de autocarros. Muito simpático. E a paragem estava certa.

No Migration Board
Em Malmö dei sem problemas (de mapa em punho e à chuva, mas enfim) com o Migration Board em que obtive (sem problemas) o meu permisso de residência. Aí também houve um momento estranho, em que me deram um formulário interminável que me perguntava quantas vezes tinha eu estado no Espaço Shengen e por quanto tempo. Quando fui refilar o senhor respondeu-me: you only need the paper of the bank, the one of the University, and to fill that. Devia achar que eu vinha de uma terra em que não se sabe o que é um extracto bancário. Lá lhe disse que era portuguesa e ele passou-me o formulário dos europeus (1 folha A4 frente e verso... nada a ver).

IKEA

Depois de obtido o permisso de residência... IKEA time!! Pensem na IKEA de Alfragide, por exemplo. Imagem: uma coisa muito grande numa zona industrial, no meio do nada, algures nos arredores da cidade. Como é que se chega là a pé? Com a minha fantástica noção das distâncias desde que tenha o mapa na mão!! Andei, andei, andei, saí de Malmö, andei, com carros e carros, e vias rápidas... e chuva. Às tantas dei com um caminho pelo mato que (dizia o mapa) devia ir dar ao IKEA. Andei, andei, árvores, corvos, colinas verdinhas, très joli. Até que... vislumbrei... isto [violinos...]:



Woooooow... por fim... there it is... tinha de tirar uma foto àquele momento único. Como não podia deixar de ser, foi aí que passaram dois ciclistas que também devem ter pensado que eu provinha de um país muuuuito distante, em que IKEA era um tótem, ou algo do estilo.
No IKEA... pfff. Não há muito para dizer (apesar de ser o título do post). Devem estar em fim de época; o facto é que estava tudo esgotado. Um desconsolo para quem andou tanto e veio de tão longe snifsnif. Comprei o meu edredon (não me parece que seja suficientemente quente mas não havia grande variedade) e uma almofada, tomei um café e uma espécie de almoço IKEA e saí.

O regresso a casa
Aí está o VERDADEIRO problema da minha eficiente planificação prévia: não tinha previsto o regresso. Poooois é. Andaaaaar tuuuudo outra vez até à paragem onde cheguei? Não me cheira. Apanhei outro autocarro até à dita (mas o que não andei para encontrar uma paragem ao pé do IKEA - aquilo é muito grande para se andar às voltas!). Bem, só sei que quando cheguei a casa não acreditava.

Esperando por um autocarro para o centro de Malmö...

A última lição do dia
Depois de limpezas e tal, decidi voltar a sair de casa para comprar pão e algo para jantar. Aí aprendi mais uma grande lição: não tentar ir para o centro de Lund depois das 5h30 da tarde. A pé chega-se là às 6h (quando está tudo fechado), e quando se encontra um supermercado e se comprou o jantar volta-se de noite cerrada. E perde-se. Ou melhor, eu perco-me (já devem ter percebido - quem não me conhece - que é uma especialidade minha). À noite as coisas são diferentes, que é que querem?!

quinta-feira, outubro 15, 2009

Outono

Hoje o meu dia resumiu-se a passear até ao centro de Lund e a fazer umas compras. De realçar o "estado avançado" do Outono por estas bandas e o mercado. Não percebi muito bem o nome do dito, mas é um mercado ao ar livre, no centro de Lund, que vende frutas, legumes, flores, etc. (nada de muito original). O que me chamou a atenção foi o facto de o pessoal que está por detrás das bancas não ter nada a ver com as velhotas de Coimbra de cesto na cabeça (olha! ó liiinda, vem ver o meu feijão verde!!! fresquinho!!!! baratiiiinhoooo!) - são tudo jóvens! Pessoal da minha idade... já reparei que a maioria das pessoas que se vê a trabalhar (pelo menos onde andei - cafés, super-mercado, padaria, etc.) são gente nova. Provavelmente estudantes, cá o trabalho para nós é encorajado; nas instruções para obter um permisso de residência para estudantes internacionais, no fim da lista de documentos a apresentar, diz "You are entitled to work during the time you are studying." Enfim, quando começar a ir para o lab e souber o ritmo de trabalho que irei ter, a ver se arranjo um part-time.
Entretanto almocei num tailandês vegetariano (ia pela rua e apeteceu-me comer então entrei no primeiro sítio que me apareceu). Comia-se.... e mais uma vez eram putos a levantar e limpar as mesas...
Quando voltei para casa depois das compras estive a preparar um trip para Malmö amanhã, logo de manhãzinha, a ver se consigo ser atendida no "migration board" para obter um permisso de residência, e para ir... adivinhem aonde. O destino inevitável para quem se está a instalar na Suécia - IKEA. Yeeeey!!! Vou poder dormir sem acordar com torcicolos!!! (ainda não tenho almofada).
Bem, tenho de ir fazer o jantar; aqui ficam as fotos que tirei hoje:







quarta-feira, outubro 14, 2009

1º dia em Lund

Como o título do presente post sugere, cheguei hoje a Lund. A viagem correu lindamente (embora tenha tentado dormir desesperadamente enquanto, duas filas mais longe gritava, desenfreadamente, um bebé). A vista é fantástica, visto que se passa ao longo da costa Norte da Europa. Desde a Bretanha às costas belga, holandesa, alemã e dinamarquesa... recomenda-se.
A chegada ao aeroporto de Copenhaga é que me fez confusão: uma autêntica multidão silenciosa. Estava o caos habitual dum aeroporto, com pessoas dum lado para o outro, carrinhos electricos que puxam malas e tal, encontrões, lojas, putos, etc... e um silêncio abismal. Parecia que eu tinha ficado surda. Surrealista. O silência continuou - no comboio ouvia-se o vento. Nem vozes, nem motor, travões, poucaterra, nada. Eu que me constipei (passei dos 30º de Lisboa para 7º em Copenhaga...) até me fazia confusão espirrar, com medo de perturbar e tal. Quando o meu telemóvel (que geralmente não oiço) tocou até me assustei e pu-lo muito depressa em silêncio, não fosse incomodar os nórdicos.
De resto tive imensa ajuda espontânea de desconhecidos, desde indicarem-me a linha do comboio que tinha de apanhar a levar as malas... aqui no prédio estavam duas raparigas no rés-do-chão que insistiram em subir com uma das minhas malas (3 andares sem elevador... 20kg). Impacábel. Em Lund apanhei um táxi para a área Delphi (doeu um bocado - 180 coroas -18 eur.) mas não tinha hipótese, com duas malas... E pronto cá cheguei, fui fazer umas compras muito rápido para não enregelar, jantei e agora estou a ouvir a selecção pelo site da antena 1 - Já sou emigra!!!!
Cheguei a falar com o pessoal do corredor, estiveram a explicar-me a organização disto. Metade são suecos, pelo que percebi. Muito porreiros. Já estão jantares e festas combinados, depois tenho de ver se me organizo ;)
Pronto, agora aqui ficam as únicas fotos que tirei hoje:


O meu quarto

a vista da janela - tenho sooooolll!! :)

terça-feira, setembro 22, 2009

Berlim/Berlin 2009

interior na fachada (Sony-center). L'interieur en façade (Sony Center)



Pôr do sol em frente ao Bundestag. Coucher de soleil devant le Bundestag.



Memorial do Holocausto. Mémorial de l'Holocaust



Arte na montra. Art en vitrine.



Estátua em mosteiro bombardeado. Statue dans un monastère bombardé



Altar do mosteiro. Autel du monastère



Cristo a sair da cruz em frente ao mosteiro. Christ s'arrachant de la croix



Sony Center à noite. Sony Center la nuit



idem



idem

sábado, setembro 12, 2009

Paris 2009

La Seine - o Sena
Pont Alexandre III - Ponte Alexandre III
Petit Palais
Le Louvre avant l'orage - O Louvre antes da trovoada
Un beau derrière. - Um belo traseiro
Satyre - Sátira.
Une salle fermée au Louvre - Uma sala fechada no louvre

quarta-feira, setembro 09, 2009

Amor

«La richesse, la gloire, le pouvoir, vaine fumée, néan. L’homme riche trouvera plus riche que lui, la
gloire de l’homme célebre será éclipsée par une gloire plus grande, le puissant cédera à un plus
puissant… Mais ni César ni même aucun dieu n’éprouvera jamais plus de joie qu’un simple mortel
qui aime et qui se sait aimé… Ainsi l’amour nous égale aux Dieux, Lygie…»

Henryk Sienkiewicz, Quo Vadis, 1900.

segunda-feira, agosto 10, 2009

quarta-feira, julho 29, 2009

segunda-feira, julho 20, 2009

Lisboa numa noite de verão






A máquina começou a querer ir para a cama...

domingo, julho 05, 2009

Fantástico

Choro na orquestra sinfónica de Berlim dirigida por Daniel Barenboim

sábado, junho 27, 2009

Aventuras com vegetais

«I got a huge shock yesterday whilst picking lettuces for dinner. As I reached down, my hand nearly touched what I thought was a huge slug...but it looked too big to be a slug...so I thought it was a the rotten stem of a courgette plant...»

Sim, com blogues tudo é possível... até peripécias (com suspense!!!) com courgettes... (nada de imaginar coisas!!!! Tudo isto é genuíno!!!) Existem pessoas que têm jardins, que cultivam e relatam as suas aventuras com... vegetais.

http://weeveggiepatch.blogspot.com/

Infância


Oranges

«
Les femmes attendaient paisiblement sous l’arbre. Une voiture assez luxueuse s’arrêta tout près
des couffins. Un homme cravaté et parfumé en descendit et s’adressa à l’une des femmes:

-- C’est à vendre ces oranges?
-- Bien sûr, sinon pourquoi les aurais-je cueillies, et pourquoi serais-je là sous l’arbre à attendre
le car d’Agadir?
-- Combien?
-- Combien quoi?
--Tout. Je t’achète tes deux couffins…
-- Rien que ça ! Mon pauvre monsieur !
-- Quoi, tu ne veux pas ?
-- Décidément, ces gens de la ville, dès qu’ils mettent un costume ils oublient qu’ils sont
marocains… Écoute, mon fils. J’ai passé trois jours à cueillir ces fruits et ces légumes. Aujourd’hui
je me suis levée très tôt. Je marche depuis ce matin, à pied. Je vais au marché d’Agadir pour
vendre mon bien. Je ne me suis pas levée à l’aube pour me débarrasser en un clin d’œil de tous
mes fruits et légumes. Je vais à Agadir m’installer dans mon petit coin, étaler mes produits,
saluer le gardien, demander des nouvelles de Rahma qui est malade, et vendre mes oranges et
mes tomates à plusieurs personnes. J’aimerais recevoir la même somme que tu m’offres mais de
plusieurs mains, avec plusieurs sourires, et venant de visages différents. Je suis désolée, je ne me
débarrasse pas de ma marchandise, je la vends. Et je passe toute une journée à la vendre. Sinon,
quelle vie aurions-nous ? Et quel intérêt de ne plus aller jusqu’au marché ?

-- Ah, bon ! Je ne comprends rien à ce que tu me racontes.
-- Tu vois qu’il vaut mieux que tu ne manges pas mes oranges. Moi, j’ai peut-être un défaut,
mais j’aime vendre mes produits aux gens qui me comprennent !...

L’homme, furieux, monta dans sa grosse voiture et disparut laissant derrière lui un nuage de
poussière.
»
Tahar Ben Jelloun (1981), La Prière de l’Absent

domingo, junho 21, 2009

«
Sérgio contou-me esta tarde, enquanto tomávamos sol na piscina, após o almoço, uma ocorrência
curiosa. Há alguns anos um dos seus melhores amigos caiu doente e morreu, confirmando a
sombria previsão de uma cartomante. Era (como eu) um sujeito que gostava de lagartos. Cuidava
de vários, em casa, e falava com eles. Sempre alegre, bem-disposto, enviava cartas e postais aos
amigos, assinando simplesmente «Eu». Poucos dias após o funeral, Sérgio foi a uma pequena
praia, que costumavam frequentar juntos, e à qual só era possível aceder, a pé, depois de
atravessar um terreno privado. Havia um portão, invariavelmente fechado, que eles abriam para
entrar no referido terreno. Naquele dia, contudo, Sérgio encontrou o portão escancarado.
Avançou triste, cabisbaixo, pensando no amigo, e no quanto sentia a falta dele, quando,
subitamente, um lagarto surgiu a correr, ao longo do muro, levando-o a erguer os olhos. Só então
reparou numa frase recentemente pichada: «Sempre presente!»
Assinado: «Eu».
»
José Eduardo Agualusa (2007), As Mulheres do meu Pai

quinta-feira, junho 18, 2009

Coimbra de noite...



... quando se fala em anarquismo...

terça-feira, junho 16, 2009

Novo Link

Sexy Hote - Ou "Como o Ratinho Engoliu o Termociclador"

http://sexyhote.blogspot.com/

segunda-feira, junho 15, 2009

The importance of stupidity in scientific research

« Productive stupidity means being ignorant by choice. Focusing
on important questions puts us in the awkward position of being
ignorant. One of the beautiful things about science is that it allows
us to bumble along, getting it wrong time after time, and feel
perfectly fine as long as we learn something each time. No doubt,
this can be difficult for students who are accustomed to getting the
answers right. No doubt, reasonable levels of confidence and
emotional resilience help, but I think scientific education might do
more to ease what is a very big transition: from learning what other
people once discovered to making your own discoveries. The more
comfortable we become with being stupid, the deeper we will
wade
into the unknown and the more likely we are to make big
discoveries. »

Schwartz, MA. The importance of stupidity in scientific research. (2008) J Cell Sci 121, p. 1771.
Sublinhado meu.

segunda-feira, junho 08, 2009

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