Que ninguém se sinta obrigado a ler este blog... a sério, só o fiz para ver como é, para publicar aquilo que me vem à cabeça... o que nem sempre é interessante. Ne vous sentez pas obligés de lire ce blog... je l'ai fait uniquement comme expérience, pour publier ce que je considère intéressant. Et tout est relatif. Surtout l'intéressance. Bref, bienvenue à mon blog! Bem-vindos ao meu blog!
quarta-feira, agosto 23, 2006
Des mots qu'on entend... qui restent
"Plutôt que voir la bouteille à moitié vide, mieux vaut la voir à moitié pleine"
terça-feira, agosto 01, 2006
Alphabet
L'homme avait pris dans son sac de plage un vieux canif à manche rouge et il avait commencé à graver les signes des lettres sur des galets bien plats. En même temps il parlait à Mondo de tout ce qu'il y a dans les lettres, de tout ce qu'on peut y voir quand on les regarde et qu'on les écoute. Il parlait de A qui est comme une grande mouche avec ses ailes repliées en arrière; de B qui est drôle, avec ses deux ventres, de C et D qui sont comme la lune, en croissant et à moitié pleine, et O qui est la lune toute entière dans le ciel noir. Le H est haut, c'est une échelle pour monter aux arbres et sur le tout des maisons; E et F, qui ressemblent à un râteau et à une pelle, et G, un gros homme assis dans un fauteuil; I danse sur la pointe de ses pieds, avec sa petite tête qui se détache à chaque bond, pendant que J se balance; mais K est cassé comme un vieillard, R marche à grandes enjambées comme un soldat, et Y est debout, les bras en l'air et crie: au secours! L est un arbre au bord de la rivière, M est une montagne; N est pour les noms, et les gens saluent de la main, P dort sur une patte et Q est assis sur sa queue; S, c'est toujours un serpent, Z toujours un éclair; T est beau, c'est comme la mat d'un bateau, U est comme un vase. V, W, ce sont des oiseaux, des vols d'oiseau; X est une croix pour se souvenir.
Mondo, J. M. G. Le Clézio
Mondo, J. M. G. Le Clézio
Le Clézio

Je lis, en ce moment, Mondo et autres histoires de J. M. G. Le Clézio. Je vais juste transcrire ce qui m'a attiré dans ce bouquin au moment où je l'ai acheté.
~ l'extrait transcrit au dos du livre:
«Personne n'aurait pu dire d'où venait Mondo. Il était arrivé un jour, par hasard, ici dans notre ville, sans qu'on s'en aperçoive, et puis on s'était habitué à lui. C'était un garçon d'une dizaine d'années, avec un visage tout rond et tranquille, et de beaux yeux noirs un peu obliques. Mais c'était surtout ses cheveux qu'on remarquait, des cheveux brun cendré qui changeaient de couleur selon la lumière, et qui paraissaient presque gris à la tombée de la nuit. [...] Quand il arrivait vers vous, il vous regardait bien en face, il souriait, et ses yeux étroits devenaient deux fentes brillantes. C'était sa façon de saluer. Quand il y avait quelqu'un qui lui plaisait, il l'arrêtait et lui demandait tout simplement: "Est-ce que vous voulez m'adopter?"»
~ les titres:
Mondo
Lullaby
La montagne du dieu vivant
La roue d'eau
Celui qui n'avait jamais vu la mer
Hazaran
Peuple du ciel
Les bergers
segunda-feira, julho 31, 2006
, (vírgula)
Como puderam constatar, decidi começar a incluir risos nos meus textos (pseudo) humorísticos. No entanto, não tenho visto séries americanas. Não sei, portanto, porquê essa nova ponta de subtileza. Por outro lado, também comecei a dar títulos de sinais de pontuação. Isso sei porquê. Pela simples razão de que… enfim. Chamemos-lhe falta de inspiração. Afinal, num blog, principalmente neste em que qualquer leitor tem consciência de que vai ler bacoradas, nada mais inútil do que um título.
! (ponto de exclamação)
Li há muuuuuuuuuuuito tempo, não me lembro quando, um artigo num jornal que também não me lembro qual era, que o blog se tinha tornado, nomeadamente nos EUA, um fenómeno arriscado, porque as pessoas, principalmente os jovens mas também os adultos têm a mania de fazer do blog deles um diário, ou journal intime, em que escrevem episódios da sua vida pessoal. Relatavam-se casos de pessoas despedidas por fazerem referência à sua vida na empresa, ou de jovens expulsos da escola ou suspensos por difamarem professores, etc, etc, etc. Para além disso também havia referência àquelas jovens deprimidas ou não que desabafam sobre a sua vida e tal e coiso, e realizei que EU ao fim e ao cabo também acabava por fazer isso mesmo com o presente blog. Hoje, acordei de manhã, como todas as manhãs em que acordo por esta altura do dia, e decidi assumir esse facto. Portanto, aqui vai.
Tenho neste momento uma protuberância na testa. Como quem diz, o meu verão começou em grande. Com efeito, a purulência (o corrector do Word diz que esta palavra não existe, mas eu vou supor que os meus estimados leitores a conhecem) latente tem uma dimensão considerável. Eu nunca tive acne (mais uma palavra que eu nunca soube pronunciar em português), estou portanto a assistir a um fenómeno inédito na minha vida. E digo latente porque ainda não apareceu a… digamos… borbulha no seu máximo esplendor. Quando tal acontecer, prometo fazer dela uma descrição detalhada. Não percam o próximo episódio. Estava eu a dizer que me está a aparecer uma… inquilina na testa. O problema é que este "aparecer" significa que está no estado em que parece um galo. Pois, quem olha par mim pensa que bati com a cabeça. Não que isso nunca acontecesse antes, dadas as minhas célebres figuras em frente de estranhos. (as minhas últimas vítimas foram os nossos novos vizinhos da frente… mas isto é um aspecto da minha vida pessoal que prefiro não abordar por enquanto)
Sinto, de cada vez que se olha para mim, os olhares a dirigirem-se, inexoravelmente, para este ponto crítico quase no meio da minha testa. Também sinto, constantemente, a minha nova companheira a crescer, a surgir lentamente das entranhas da epiderme da minha branca e pura fronte. Lembro-me de quando era pequena, e metia um feijão dentro de algodão húmido, e todas as manhãs ia de pijama até à cozinha ver o quanto ele tinha crescido nessa noite… que bonito. É a vida. Enfim… Deixem-me só limpar esta lágrima que tenho no canto do olho para poder continuar a escrever (HAHAHA! ESTA FOI BOA. MUITO BOA. MUITO BOA MESMO.).
Sonho durante a noite com isto, e todas as manhãs, quando acordo, vou-me ver ao espelho. De maneira que já me mentalizei sobre o que vou fazer na próxima semana. Escrever o meu primeiro best-seller: as aventuras de um unicórnio no Algarve.
(PFAAAAAAAAAAAAAAHHHAHAHAAHAHAAHAHA!!!!!)
Tenho neste momento uma protuberância na testa. Como quem diz, o meu verão começou em grande. Com efeito, a purulência (o corrector do Word diz que esta palavra não existe, mas eu vou supor que os meus estimados leitores a conhecem) latente tem uma dimensão considerável. Eu nunca tive acne (mais uma palavra que eu nunca soube pronunciar em português), estou portanto a assistir a um fenómeno inédito na minha vida. E digo latente porque ainda não apareceu a… digamos… borbulha no seu máximo esplendor. Quando tal acontecer, prometo fazer dela uma descrição detalhada. Não percam o próximo episódio. Estava eu a dizer que me está a aparecer uma… inquilina na testa. O problema é que este "aparecer" significa que está no estado em que parece um galo. Pois, quem olha par mim pensa que bati com a cabeça. Não que isso nunca acontecesse antes, dadas as minhas célebres figuras em frente de estranhos. (as minhas últimas vítimas foram os nossos novos vizinhos da frente… mas isto é um aspecto da minha vida pessoal que prefiro não abordar por enquanto)
Sinto, de cada vez que se olha para mim, os olhares a dirigirem-se, inexoravelmente, para este ponto crítico quase no meio da minha testa. Também sinto, constantemente, a minha nova companheira a crescer, a surgir lentamente das entranhas da epiderme da minha branca e pura fronte. Lembro-me de quando era pequena, e metia um feijão dentro de algodão húmido, e todas as manhãs ia de pijama até à cozinha ver o quanto ele tinha crescido nessa noite… que bonito. É a vida. Enfim… Deixem-me só limpar esta lágrima que tenho no canto do olho para poder continuar a escrever (HAHAHA! ESTA FOI BOA. MUITO BOA. MUITO BOA MESMO.).
Sonho durante a noite com isto, e todas as manhãs, quando acordo, vou-me ver ao espelho. De maneira que já me mentalizei sobre o que vou fazer na próxima semana. Escrever o meu primeiro best-seller: as aventuras de um unicórnio no Algarve.
(PFAAAAAAAAAAAAAAHHHAHAHAAHAHAAHAHA!!!!!)
domingo, julho 30, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
.(ponto)
Mar
I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extensa e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua
II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas nelas só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro
Sophia de Mello Breyner Andresen
I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extensa e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua
II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas nelas só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro
Sophia de Mello Breyner Andresen
Texto encontrado na minha agenda escolar do ano passado; lembro-me de ter lido esta poesia no livro de texto, enquanto apanhava uma seca durante uma aula de português e decidi copiá-lo na agenda. Penso que só por isto a aula valeu a pena.
domingo, julho 23, 2006
Save the Lebanese Civilians

Foi no festival de teatro lycéen de la méditerranée (ok, juro que não volto a mencionar o teatro) que descobri que queria aprender árabe... quando nós, "les portugais", passámos as noites (não me lembro quantas) no mesmo corredor que os libaneses. Passámos literalmente a noite no corredor, visto que ninguém se queria deitar. Ou nos telhados do colégio interno, até ver nascer o sol... Depois foram as despedidas, os primeiros a ir embora foram os italianos, e depois sucederam-se as despedidas, daquelas em que toda a gente chora e jura, e promete que não esquece. Escrevem-se dedicatórias, partilham-se e-mails, etc, etc... sabendo perfeitamente que tudo aquilo não será mais que recordação. Seja como for, depois de quase dois anos sem notícias recebo este mail:
Please go to http://julywar.epetition.net and sign the Save the Lebanese Civilians Petition and forward this invitation to your friends.
Lebanese civilians have been under the constant attack of the state of Israel for several days. The State of Israel, in disregard to international law and the Geneva Convention, is launching a maritime and air siege targeting the entire population of the country. Innocent civilians are being collectively punished in Lebanon by the state of Israel in deliberate acts of terrorism as described in Article 33 of the Geneva Convention.
http://julywar.epetition.net
da MariJo. Ela tinha-nos escrito, uns tempos atrás a querer saber novidades, e eu quis responder, mas não tive tempo. E depois houve os ataques e senti-me estúpida. Desta vez respondo-lhe. De certeza.
sexta-feira, junho 30, 2006
Silêncios
Toca o telefone
Inês atende: estou?
Resposta do outro lado: … olá… sou eu. … tudo bem?
Ah olá! Sim, está tudo, e contigo?
Tudo fixe…
… ainda bem
…
… hum… tás-me a telefonar por alguma razão em especial?
… (risos sussurrados) …
…
…
… Pedro… ainda estás aí?
… (risos de novo sussurrados) … sim
E de novo aqueles silêncios.
Ela já se começara a habituar. Havia alturas em que ele simplesmente se calava. Ao princípio fazia-lhe impressão, e insistia, tentava fazê-lo falar (é incrível o absurdo de certas perguntas, nestas circunstâncias...). E depois habituou-se. E começou também a ficar calada. E ficavam ambos em silêncio, ao telefone, sem esperar nada, nem perguntas, nem respostas, nem novidades. Simplesmente a ouvir o silêncio, por vezes a respiração, um do outro.
Que estupidez.
Inês atende: estou?
Resposta do outro lado: … olá… sou eu. … tudo bem?
Ah olá! Sim, está tudo, e contigo?
Tudo fixe…
… ainda bem
…
… hum… tás-me a telefonar por alguma razão em especial?
… (risos sussurrados) …
…
…
… Pedro… ainda estás aí?
… (risos de novo sussurrados) … sim
E de novo aqueles silêncios.
Ela já se começara a habituar. Havia alturas em que ele simplesmente se calava. Ao princípio fazia-lhe impressão, e insistia, tentava fazê-lo falar (é incrível o absurdo de certas perguntas, nestas circunstâncias...). E depois habituou-se. E começou também a ficar calada. E ficavam ambos em silêncio, ao telefone, sem esperar nada, nem perguntas, nem respostas, nem novidades. Simplesmente a ouvir o silêncio, por vezes a respiração, um do outro.
Que estupidez.
sexta-feira, junho 02, 2006
nuvens em céu azul...
You're looking at me, aren't you?
"Tiene acero. Acero y plata de luna, al mismo tiempo."
Platero es pequeño, peludo, suave; tan blando por fuera, que se diría todo de algodón, que no lleva huesos. Sólo los espejos de azabache de sus ojos son duros cual dos escarabajos de cristal negro.
Lo dejo suelto, y se va al prado, y acaricia tibiamente con su hocico, rozándolas apenas, las florecillas rosas, celestes y gualdas… Lo llamo dulcemente: «Platero?», y viene a mí con un trotecillo alegre que parece que se ríe, en no sé qué cascabeleo ideal…
Come cuánto le doy. Le gustan las naranjas, mandarinas, las uvas moscateles, todas de ámbar, los higos morados, con su cristalina gotita de miel…
Es tierno y mimoso igual que un niño, que una niña…; pero fuerte y seco por dentro, como de piedra. Cuando paso sobre él, los domingos, por las últimas callejas del pueblo, los hombres del campo, vestidos de limpio y despaciosos, se quedan mirándolo:
— Tien’ asero…
Tiene acero. Acero y plata de luna, al mismo tiempo.
Platero y yo, Juan Ramón Jiménez
AAAAARRRRGGGGGHHHH!!!!!! Não dá para fazer pontos de interogação ao contrário... o texto perde logo metade do charme... sorry.
Lo dejo suelto, y se va al prado, y acaricia tibiamente con su hocico, rozándolas apenas, las florecillas rosas, celestes y gualdas… Lo llamo dulcemente: «Platero?», y viene a mí con un trotecillo alegre que parece que se ríe, en no sé qué cascabeleo ideal…
Come cuánto le doy. Le gustan las naranjas, mandarinas, las uvas moscateles, todas de ámbar, los higos morados, con su cristalina gotita de miel…
Es tierno y mimoso igual que un niño, que una niña…; pero fuerte y seco por dentro, como de piedra. Cuando paso sobre él, los domingos, por las últimas callejas del pueblo, los hombres del campo, vestidos de limpio y despaciosos, se quedan mirándolo:
— Tien’ asero…
Tiene acero. Acero y plata de luna, al mismo tiempo.
Platero y yo, Juan Ramón Jiménez
AAAAARRRRGGGGGHHHH!!!!!! Não dá para fazer pontos de interogação ao contrário... o texto perde logo metade do charme... sorry.
quinta-feira, maio 25, 2006
Carina
Pois, também estou com imenso trabalho… mas prefiro os problemas da faculdade, quando se pode fazer alguma coisa, quando depende de nós resolvê-los… além disso para mim é uma honra andar na faculdade, tenho imensa sorte em estar cá.
Eu antes do décimo-segundo nunca tinha posto a hipótese de vir para o ensino superior, os meus pais não tinham dinheiro para me pôr na faculdade e eu achava que as bolsas eram só para os melhores.
No décimo-segundo, quando os professores nos perguntavam qual era o curso que queríamos seguir, eu dizia que não ia para a universidade. Eles insistiram comigo, foram eles que me ajudaram a arranjar bolsa. Concorri, tive sorte.
Como eu nunca tinha posto a hipótese de ir para o ensino superior não fazia ideia de que curso escolher. Estava em Artes, por isso a minha escolha era um bocado limitada. Como adoro entrar em casas de antiguidades candidatei-me a Conservação e Restauro, aqui e em Tomar. Não pus mais nada no boletim de candidatura. Preferia entrar cá, porque em Tomar o curso é só bacharelato. Agora tenho bolsa, estudo cá, estou a viver na residência… acho mesmo que é uma honra. Tive imensa sorte.
Eu antes do décimo-segundo nunca tinha posto a hipótese de vir para o ensino superior, os meus pais não tinham dinheiro para me pôr na faculdade e eu achava que as bolsas eram só para os melhores.
No décimo-segundo, quando os professores nos perguntavam qual era o curso que queríamos seguir, eu dizia que não ia para a universidade. Eles insistiram comigo, foram eles que me ajudaram a arranjar bolsa. Concorri, tive sorte.
Como eu nunca tinha posto a hipótese de ir para o ensino superior não fazia ideia de que curso escolher. Estava em Artes, por isso a minha escolha era um bocado limitada. Como adoro entrar em casas de antiguidades candidatei-me a Conservação e Restauro, aqui e em Tomar. Não pus mais nada no boletim de candidatura. Preferia entrar cá, porque em Tomar o curso é só bacharelato. Agora tenho bolsa, estudo cá, estou a viver na residência… acho mesmo que é uma honra. Tive imensa sorte.
Fauna universitária
Agora com o sol, calor, bom tempo (verão…?), etc, surgiu uma nova espécie de estudante, que não existia no resto do ano. Tive a oportunidade de a observar ontem, na fila da casa das folhas (onde fazemos fotocópias); a fila estava enorme, o que me deu tempo de sobra para meu estudo atento de certos espécimen que estavam à minha frente. (também houve tempo para eles repararem e eu fazer mais uma das minhas figuras tristes, mas essa história já é outra). Eram uns três ou quatro indivíduos de sexo masculino.
Aparência física:
Vestem geralmente t-shirts de cores claras (branco, amarelo, cor de laranja, verde claro…), não muito largas nem muito justas, uns calções até abaixo dos joelhos, esses sim, largos. O ideal é serem de banho, mas também podem ser de tecido normal, ganga, etc. Nos pés, ou chinelos de praia (de preferência), ou ténis fashion (daqueles Puma fininhos, por exemplo) também com cores berrantes (verde, amarelo, vermelho, azul forte…) ou então ténis de skate. Nunca se vê as meias. O cabelo tem de ter um corte “original”, geralmente uma crista (não a sei descrever… às vezes tem gel, outras vezes não…), ou então risca ao lado e madeixa na testa… cara lisa ou barba por fazer… Óculos escuros (bem grandes, tipo robocop) na cabeça, na cara se vão para o sol. Em geral são musculados, andam muito direitos, e com um bronze invejável. Dentes brancos, para um sorriso colgate perfeito.
Atitude:
Uma certa tendência para se sentirem (ou quererem ser) observados (neste caso… porque será? =P), os mais estilosos têm de levar qualquer coisa no ombro, seja uma camisola (as manhãs ainda são frias) seja uma toalha de praia (viva a FCT!!!). Aparecem na faculdade normalmente a partir do meio-dia e passam a tarde ao sol, refastelados na esplanada do 7, a jogar sueca e a beber médias, a rir muito, a dizer piadas muito alto (o importante não é terem piada mas parecer que se estão a divertir imenso) e a observar os indivíduos femininos da mesma espécie. É para isso que servem os óculos de sol. Tanto pó menino como pá menina. Por acaso estou a precisar de uns.
Aparência física:
Vestem geralmente t-shirts de cores claras (branco, amarelo, cor de laranja, verde claro…), não muito largas nem muito justas, uns calções até abaixo dos joelhos, esses sim, largos. O ideal é serem de banho, mas também podem ser de tecido normal, ganga, etc. Nos pés, ou chinelos de praia (de preferência), ou ténis fashion (daqueles Puma fininhos, por exemplo) também com cores berrantes (verde, amarelo, vermelho, azul forte…) ou então ténis de skate. Nunca se vê as meias. O cabelo tem de ter um corte “original”, geralmente uma crista (não a sei descrever… às vezes tem gel, outras vezes não…), ou então risca ao lado e madeixa na testa… cara lisa ou barba por fazer… Óculos escuros (bem grandes, tipo robocop) na cabeça, na cara se vão para o sol. Em geral são musculados, andam muito direitos, e com um bronze invejável. Dentes brancos, para um sorriso colgate perfeito.
Atitude:
Uma certa tendência para se sentirem (ou quererem ser) observados (neste caso… porque será? =P), os mais estilosos têm de levar qualquer coisa no ombro, seja uma camisola (as manhãs ainda são frias) seja uma toalha de praia (viva a FCT!!!). Aparecem na faculdade normalmente a partir do meio-dia e passam a tarde ao sol, refastelados na esplanada do 7, a jogar sueca e a beber médias, a rir muito, a dizer piadas muito alto (o importante não é terem piada mas parecer que se estão a divertir imenso) e a observar os indivíduos femininos da mesma espécie. É para isso que servem os óculos de sol. Tanto pó menino como pá menina. Por acaso estou a precisar de uns.
quinta-feira, abril 27, 2006
quinta-feira, abril 20, 2006
O meu actual despertador
Dans les nuages (Tryo)
Imagine un enfant en bas-âge
Qui se balladerai dans les nuages
Qu'est qui verrai de son ptit âge?
Quelle s'rai la forme de son voyage?
Yaurai sûrement de belles images
2-3 souvenirs qui s'en dégagent
Et si l'temps tournai à l'orage
Yaurai sa mère dans un visage
Yaurai pas d'haine, et pas d'carnage
Yaurai qu'l'inconscience de son âge
Quelques bombecs, quelques mirages
Et l'bonheur pour être en phase
Imagine Ayang Xémine
Lever les yeux d'sa triste mine
Qu'est qu'il verrai dans l'ciel de Chine
Pas plus penché qu'une Timyline
Verrai des milliards d'unité
Une place Tien Anmen bien cliné
Des chars, des pars de marché
Et p't'être Maho pour le guider
Qu'il dégage, qu'il dégage avant l'orage
Qu'il dégage oh oh oh, qu'il dégage
Imagine un taliban
Lever les yeux sous son turban
Sûr qu'dans l'ciel bleu d'Afghanistan
Yaurai plus d'femmes et plus d'enfants
Yaurai comme un espèce de voile,
Un tchador noir qui cache l'âme
Quelques armées, des tonnes de larmes
Planquées dans des nuages de drames
Imagine le pire des présidents
Buch l'américain pédant
Pris dans encore un de ses moments
A divaguer au-dessus du vent
Il verrai dans ces gros trucs blancs
Tonnes de pétrole et tonnes d'argent
Mais sûrement pas l'visage des gens
Gazés au nom du bon texan
Il s'verrai lui le géant
Gérant le plus con des continents
Et comme le bouffon qu'il est sûrement
Il savourerai l'instant présent
Qu'il dégage, qu'il dégage avant l'orage
Qu'il dégage oh oh oh, qu'il dégage
Moi quand j'regarde dans les nuages
J'voit mon gamin dans un visage
Et suite à la douceur de cette image
Ya comme une haine qui s'dégage
Voit la beauté de ce présage
Qui pourrai tourner a l'orage
Parce que l'regard de tous ces naz
N'ira jamais dans l'sens des sages
Qu'il dégage, qu'il dégage avant l'orage
Qu'il dégage oh oh oh, qu'il dégage
tirado do site
http://www.paroles.net/chansons/30489.htm
Imagine un enfant en bas-âge
Qui se balladerai dans les nuages
Qu'est qui verrai de son ptit âge?
Quelle s'rai la forme de son voyage?
Yaurai sûrement de belles images
2-3 souvenirs qui s'en dégagent
Et si l'temps tournai à l'orage
Yaurai sa mère dans un visage
Yaurai pas d'haine, et pas d'carnage
Yaurai qu'l'inconscience de son âge
Quelques bombecs, quelques mirages
Et l'bonheur pour être en phase
Imagine Ayang Xémine
Lever les yeux d'sa triste mine
Qu'est qu'il verrai dans l'ciel de Chine
Pas plus penché qu'une Timyline
Verrai des milliards d'unité
Une place Tien Anmen bien cliné
Des chars, des pars de marché
Et p't'être Maho pour le guider
Qu'il dégage, qu'il dégage avant l'orage
Qu'il dégage oh oh oh, qu'il dégage
Imagine un taliban
Lever les yeux sous son turban
Sûr qu'dans l'ciel bleu d'Afghanistan
Yaurai plus d'femmes et plus d'enfants
Yaurai comme un espèce de voile,
Un tchador noir qui cache l'âme
Quelques armées, des tonnes de larmes
Planquées dans des nuages de drames
Imagine le pire des présidents
Buch l'américain pédant
Pris dans encore un de ses moments
A divaguer au-dessus du vent
Il verrai dans ces gros trucs blancs
Tonnes de pétrole et tonnes d'argent
Mais sûrement pas l'visage des gens
Gazés au nom du bon texan
Il s'verrai lui le géant
Gérant le plus con des continents
Et comme le bouffon qu'il est sûrement
Il savourerai l'instant présent
Qu'il dégage, qu'il dégage avant l'orage
Qu'il dégage oh oh oh, qu'il dégage
Moi quand j'regarde dans les nuages
J'voit mon gamin dans un visage
Et suite à la douceur de cette image
Ya comme une haine qui s'dégage
Voit la beauté de ce présage
Qui pourrai tourner a l'orage
Parce que l'regard de tous ces naz
N'ira jamais dans l'sens des sages
Qu'il dégage, qu'il dégage avant l'orage
Qu'il dégage oh oh oh, qu'il dégage
tirado do site
http://www.paroles.net/chansons/30489.htm
quinta-feira, abril 06, 2006
Medo... =P
Beeeeeeemm!!!!! Há taaanto tempo que não vinha surfar pa estes lados! Isto é realmente impressionante... o meu último post data de... 28 de Março!!!?!!!! Que vergonha. Também não tenho tido propriamente muito tempo para vir aqui escrever as minhas bácoras... Tenho duas histórias pra contar.
1ª: as minhas aventuras no fórum de Bioética. Este semestre, na cadeira de Bioética, temos um fórum, na net, em que fazemos debates sobre os mais variados temas. Alguns não têm NADA a ver com bioética mas é giro. O post que mais me assustou foi este (de uma tal Luísa):
«Surgiu, numa das cadeiras que tenho este semestre, um texto que fazia referência a um site do RYT Hospital em que nos é apresentado um individuo, o Sr Lee Mingwei, e a quem foi "provocada" uma gravidez. No site descrevem o processo, também inclui uma entrevista, assim como outras informações (http://www.malepregnancy.com/). (…)»
Vão ver o site antes de ler o resto deste post… mete medo.
Posto isto, veio uma tal Nicole:
«Eu sou aluna da referida cadeira onde foi abordado este tópico, e posso garantir que a gravidez é falsa. Trata-se de um projecto elaborado por um artista o mr. Lee, no fundo o que eu acho que o que Mr. Lee quer é alterar o pensamento da sociedade, porque como viram na teoria já é possível uma gravidez masculina, contudo ainda com riscos para o Homem. Ora o que é preocupante é o facto deste site parecer tao realista que existem pessoas a deixarem post a desejarem sorte para o bebe e q corra tudo bem, ou seja muitas pessoas acreditam que o senhor esta mesmo grávido, outras dizem q o bebe devia de ser morto e q mr. Lee devira de se arrepender. (…)»
Fiiuuuuuuuuuuuu…!!!! Suspiro de alivio. Claro, então não se estava mesmo a ver que aquilo era tudo peta?! Qualquer pessoa que olhe para aquelas fotos vê que é montagem… e aqueles diagramas hormonais?! Táva-se mesmo a ver! (Que isto fique entre nós: eu, Carol, estudante em Biologia, engoli tudo. Mas é porque sou eu.)
Depois, houve um engraçadinho (um tal Jacinto) que escreveu um post fantástico (a Carolina sou eu):
« (…) A fecundação masculina trata-se de um processo vestigial, proveniente dos antepassados marítimos do homem. Como tu, Carolina (bjufax pra ti,tombém ), enunciaste:
«Afinal, nos cavalos marinhos, também é o macho que dá à luz...»
O homem, possui, numa posição antero-posterior, imediatamente abaixo da bexiga e acima da próstata, um micro-útero. Daí que o maior problema na fecundação, seja a inexistencia de óvulos no homem e a dificuldade de os fazer chegar até este útero.
Se a fecundação ocorrer (possivelmente a partir de uma ligação por um canal rectal), o ovo inicia o seu desenvolvimento. Para que o feto continue a ser desenvolver, os testículos do hospedeiro, migram até à zona abdominal, mutando-se até se tornarem ovários, os quais vão produzir hormonas femininas e desenvolver os mamilos para o aleitamento do nosso querido bebé. Assim concluo esta pequena explicação universal, sobre o natalidade no homem. Espero que tenham ficado elucidados e caso tenham dúvidas, não exitem em contactar-m.
"E na fecundação, o macho enche-se de vida"
Cheers,Jacinto Leite»
Não está genial? Só é pena esta malta escrever com tanto erros…
Pronto, foi esta a minha 1ª história. Aí vai a 2ª:
Tenho estado a ler um livro que comprei há meses e que se chama Os 7 Pecados Capitais (na próxima vez que cá vier escrevo referências mais precisas, não tenho aqui o livro), e vinha lá esta história, contada por um dos autores, tendo como protagonista um conhecido de um amigo do dito, no pecado da Avareza:
Era uma vez um indivíduo com problemas financeiros. Era casado, com imensos filhos, e era muito esperto. Um dia, como era muito esperto, teve uma ideia luminosa para resolver o problema. No dia seguinte, ao almoço, quando estava a família toda sentada à mesa, logo que a mulher trouxe a panela da sopa, diz ele: “Dou 5escudos a quem quiser ficar sem almoço”. Como na altura, 5escudos já era uma soma respeitável, aceitaram todos, e levantaram-se da mesa com o dinheiro no bolso. Ao Jantar, depois de um dia de trabalho, a família senta-se à mesa e diz o pai: “Agora só janta quem pagar 5escudos.” Quem ainda os tinha, jantou. Os outros ficaram a ver. (não me lembro bem do fim mas era algo do género:) Nessa altura um dos filhos manda uma boca qualquer insinuando muito subtilmente a sacanice do pai ao que ele responde: “Tss tss, olhe que pai só há um…” “Felizmente…” responde o puto.
THE END
1ª: as minhas aventuras no fórum de Bioética. Este semestre, na cadeira de Bioética, temos um fórum, na net, em que fazemos debates sobre os mais variados temas. Alguns não têm NADA a ver com bioética mas é giro. O post que mais me assustou foi este (de uma tal Luísa):
«Surgiu, numa das cadeiras que tenho este semestre, um texto que fazia referência a um site do RYT Hospital em que nos é apresentado um individuo, o Sr Lee Mingwei, e a quem foi "provocada" uma gravidez. No site descrevem o processo, também inclui uma entrevista, assim como outras informações (http://www.malepregnancy.com/). (…)»
Vão ver o site antes de ler o resto deste post… mete medo.
Posto isto, veio uma tal Nicole:
«Eu sou aluna da referida cadeira onde foi abordado este tópico, e posso garantir que a gravidez é falsa. Trata-se de um projecto elaborado por um artista o mr. Lee, no fundo o que eu acho que o que Mr. Lee quer é alterar o pensamento da sociedade, porque como viram na teoria já é possível uma gravidez masculina, contudo ainda com riscos para o Homem. Ora o que é preocupante é o facto deste site parecer tao realista que existem pessoas a deixarem post a desejarem sorte para o bebe e q corra tudo bem, ou seja muitas pessoas acreditam que o senhor esta mesmo grávido, outras dizem q o bebe devia de ser morto e q mr. Lee devira de se arrepender. (…)»
Fiiuuuuuuuuuuuu…!!!! Suspiro de alivio. Claro, então não se estava mesmo a ver que aquilo era tudo peta?! Qualquer pessoa que olhe para aquelas fotos vê que é montagem… e aqueles diagramas hormonais?! Táva-se mesmo a ver! (Que isto fique entre nós: eu, Carol, estudante em Biologia, engoli tudo. Mas é porque sou eu.)
Depois, houve um engraçadinho (um tal Jacinto) que escreveu um post fantástico (a Carolina sou eu):
« (…) A fecundação masculina trata-se de um processo vestigial, proveniente dos antepassados marítimos do homem. Como tu, Carolina (bjufax pra ti,tombém ), enunciaste:
«Afinal, nos cavalos marinhos, também é o macho que dá à luz...»
O homem, possui, numa posição antero-posterior, imediatamente abaixo da bexiga e acima da próstata, um micro-útero. Daí que o maior problema na fecundação, seja a inexistencia de óvulos no homem e a dificuldade de os fazer chegar até este útero.
Se a fecundação ocorrer (possivelmente a partir de uma ligação por um canal rectal), o ovo inicia o seu desenvolvimento. Para que o feto continue a ser desenvolver, os testículos do hospedeiro, migram até à zona abdominal, mutando-se até se tornarem ovários, os quais vão produzir hormonas femininas e desenvolver os mamilos para o aleitamento do nosso querido bebé. Assim concluo esta pequena explicação universal, sobre o natalidade no homem. Espero que tenham ficado elucidados e caso tenham dúvidas, não exitem em contactar-m.
"E na fecundação, o macho enche-se de vida"
Cheers,Jacinto Leite»
Não está genial? Só é pena esta malta escrever com tanto erros…
Pronto, foi esta a minha 1ª história. Aí vai a 2ª:
Tenho estado a ler um livro que comprei há meses e que se chama Os 7 Pecados Capitais (na próxima vez que cá vier escrevo referências mais precisas, não tenho aqui o livro), e vinha lá esta história, contada por um dos autores, tendo como protagonista um conhecido de um amigo do dito, no pecado da Avareza:
Era uma vez um indivíduo com problemas financeiros. Era casado, com imensos filhos, e era muito esperto. Um dia, como era muito esperto, teve uma ideia luminosa para resolver o problema. No dia seguinte, ao almoço, quando estava a família toda sentada à mesa, logo que a mulher trouxe a panela da sopa, diz ele: “Dou 5escudos a quem quiser ficar sem almoço”. Como na altura, 5escudos já era uma soma respeitável, aceitaram todos, e levantaram-se da mesa com o dinheiro no bolso. Ao Jantar, depois de um dia de trabalho, a família senta-se à mesa e diz o pai: “Agora só janta quem pagar 5escudos.” Quem ainda os tinha, jantou. Os outros ficaram a ver. (não me lembro bem do fim mas era algo do género:) Nessa altura um dos filhos manda uma boca qualquer insinuando muito subtilmente a sacanice do pai ao que ele responde: “Tss tss, olhe que pai só há um…” “Felizmente…” responde o puto.
THE END
quinta-feira, março 23, 2006
Porquê...
Porquê... mas porque é que tem de estar este tempo? As palmeiras já parecem todas malucas... E os pinguins? Porque é que têm esta mania de comer as bananas verdes? É que nem esperam que estejam maduras!!! Será que não sabem o que é uma espécie em vias de extinção? São todos uns incompetentes. A culpa é deles!!! Ainda por cima o Sporting ontem perdeu... Mas que chatos. É o que eu digo. Do meu tempo... ai ai... estes pinguins de hoje em dia... pff
segunda-feira, março 20, 2006
AAAAAAARRGGGHHH!!!!!!!!!!!!!!
Nããããooooooooooo!!!!!!!!!!!
Já me tinha esquecido do texto original... e a tradução é péssima (quem é que confunde "onda" com "maré"?):
«Mais savez-vous, Monsieur Brul, que c’est ignoble, d’imposer à des enfants une régularité d’habitudes qui dure seize ans? Le temps est faussé, Monsieur Brul. Le vrai temps n’est pas mécanique, divisé en heures, toutes égales… le vrai temps est subjectif… on le porte en soi… Levez-vous à sept heures tous les matins… Déjeunez à midi, couchez-vous à neuf heures… et jamais vous n’aurez une nuit à vous… jamais vous ne saurez qu’il y a un moment, comme la mer s’arrête de descendre et reste, un temps, étale, avant de remonter, où la nuit et le jour se mêlent et se fondent, et forment une barre de fièvre pareille à celle que font les fleuves à la rencontre de l’océan. On m’a volé seize ans de nuit, Monsieur Brul… (…) Voilà pourquoi j’ai triché.»
Já me tinha esquecido do texto original... e a tradução é péssima (quem é que confunde "onda" com "maré"?):
«Mais savez-vous, Monsieur Brul, que c’est ignoble, d’imposer à des enfants une régularité d’habitudes qui dure seize ans? Le temps est faussé, Monsieur Brul. Le vrai temps n’est pas mécanique, divisé en heures, toutes égales… le vrai temps est subjectif… on le porte en soi… Levez-vous à sept heures tous les matins… Déjeunez à midi, couchez-vous à neuf heures… et jamais vous n’aurez une nuit à vous… jamais vous ne saurez qu’il y a un moment, comme la mer s’arrête de descendre et reste, un temps, étale, avant de remonter, où la nuit et le jour se mêlent et se fondent, et forment une barre de fièvre pareille à celle que font les fleuves à la rencontre de l’océan. On m’a volé seize ans de nuit, Monsieur Brul… (…) Voilà pourquoi j’ai triché.»
L'Herbe Rouge, Boris Vian
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