Que ninguém se sinta obrigado a ler este blog... a sério, só o fiz para ver como é, para publicar aquilo que me vem à cabeça... o que nem sempre é interessante. Ne vous sentez pas obligés de lire ce blog... je l'ai fait uniquement comme expérience, pour publier ce que je considère intéressant. Et tout est relatif. Surtout l'intéressance. Bref, bienvenue à mon blog! Bem-vindos ao meu blog!

quinta-feira, setembro 21, 2006

Experiência... fatal?

Estive a experimentar códigos para mudar o look do blog... acho que fiz porcaria, mas mudo isto tudo outra vez, logo que tiver tempo.

Hey!!!!

Wait, wait, wait...! Pára tudo... nãããããããããããooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Deixei passar o aniversário!

Meus senhores, minhas senhoras, caros leitores: o "Experiência(s)" fez, dia 6 do presente mês, 1 ano!!!! (aplausos)

Messieurs-Dames, mes très chers lecteurs: ce blog, "Experiência(s)" a pu fêter, le 6 de ce mois-ci, son 1er anniversaire!!!! (applaudissez-le bien fort)

Je suis allée voir mon premier post... tão kridooooo!!!!! Foi enternecedor ver a minha primeira tentativa de post... tão tosca... aiai... snif... é como ver o velho álbum de fotografias com os meus primeiros passos... como o tempo passa... enfim... é assim a vida...

http://istonaoenadafacil.blogspot.com/2005/09/primeiro-texto-tipo-introduo-ou-assim.html

Sreet Parade de Zürich...

... chovia a potes, por isso é que me lembrei de pôr este post hoje de manhã. Não fui eu que tirei as fotos... algumas acho que foi o Thomas, outras a minha mãe... Trata-se de um festival de techno em que o pessoal vai disfarçado... ou despido... enfim, vê-se de tudo.

Este é um "valaisan" que, ao que parece, costuma aparecer neste tipo de eventos: vai com chocalhos de vacas (aquelas que se costumam ver nos verdes campos de Suíça... roxas e com escrito MILKA nas manchas) e bandeirinhas do canton du Valais.



Estes são uma família, iam duas senhoras, um senhor e um puto, todos vestidos de preto, com perucas feitas de balões de todas as cores.



Aqui já se vê uma população mais techno, acho que era na Bahnhofstrasse mas já não tenho a certeza. Havia pessoas vestidas normalmente, e algumas de roupa interior, lingerie sexy (apesar da chuva!) , etc...


Muchos jóvenes, como se pode constatar... esta menina de côr-de rosa fez um belo sorriso ao Thomas =P

Pelnas, muitas pelnas. Havias meninas que punham colans, outras nem isso...


Estes são góticos, penso eu de que...


Pelucas... muitas pelucas... acho que foi nesta passadeira que a mãe viu passar um senhor nu... com uma pele de leopardo nas partes intimas (para não apanharem frio, visto que apesar de ser a meio do mês de Agosto chegou a chover como hoje de manhã em Lisboa).

terça-feira, setembro 19, 2006

Crash

A inovação do Crash é trazer para a praça pública uma exposição de veículos acidentados, uma realidade diária que suscita a curiosidade do grande público, alertando-o por um lado, para a prevenção rodoviária, e chocando-o, por outro, com a visão directa do resultado dos acidentes rodoviários.
http://www.cienciapt.net/congressosdesc.asp?id=5045

Foi ontem de manhã, quando passei de autocarro pela praça do comércio, a caminho da faculdade. Eram aí umas 11h (mais do que horas para estar o pessoal a trabalhar...) e estava uma multidão a ver a exposição. No autocarro toda a gente se virou, de olhos a brilhar, e a comentar "olha, é a exposição dos carros" "chiiii! olha práquele, todo desfeito!".
Será que "A Terra Vista do Céu" teve tanto sucesso? Não; tal como nos engarrafamentos na autoestrada quando há acidentes e toda a gente abranda para ver, aqui logo de manhãzinha, nem é preciso estar de carro nem nada. Todos temos o privilégio de nos aproximar, de ir rondar à volta dos carros desfeitos. Os acidentes agora são assumidamente espectáculo, uma exposição para curiosos, para o "badaud" que existe em cada um de nós. Ainda não fui ver (não sei se irei), portanto não sei como está feito, mas parece-me uma falta de consideração para os que estavam nesses mesmos carros... pensando melhor, até sou capaz de ir lá dar uma voltinha, talvez consiga encontrar rastros de sangue, ou pedaços de cérebro colados ao pára-brisas.

terça-feira, setembro 12, 2006

foto



Imagem retirada de www.olhares.com, intitulada "ouro".


Autor: Rui j Santos
Data: 2006-09-09 00:57

palavras que se ouvem... e que ficam II

"Há dois tipos de pessoas: as que consideram que merecem ser felizes, e as que, sempre que algo de maravilhoso lhes acontece, consideram que outros deveriam estar no seu lugar"

Não sei se se trata de merecer... penso que por aí todos merecemos... enfim, a frase ficou-me.

quinta-feira, setembro 07, 2006

palhinha

Realmente... foi ao ler outro blog que me dei conta de que não sou a única pessoa a quem isto acontece... porquê é que há alturas (nomeadamente quando se cria um blog) em que apetece escrever tudo e mais alguma coisa, e outras em que simplesmente se estagna? Antes tinha sempre momentos para contar, comentar... actualmente é o vazio sideral. Ou será que também se "cria" algo com a necessidade de actualizar o blog? Como agora... MEUS AMIGOS, ESTAIS NESTE MOMENTO A LER PURA PALHA.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Des mots qu'on entend... qui restent

"Plutôt que voir la bouteille à moitié vide, mieux vaut la voir à moitié pleine"
Qual um anjo que me arrebata,
Jovial, cândido;
Na noite púrpura
Esqueço
E apareço outra vez

Olho a noite (encantado!).
A lui solitária que me faz recordar o teu rosto
Enebriante!
Estranhos os pensamentos que se manifestam quando a lua me
escuta a alma...

Bruno Januário

terça-feira, agosto 01, 2006

Alphabet

L'homme avait pris dans son sac de plage un vieux canif à manche rouge et il avait commencé à graver les signes des lettres sur des galets bien plats. En même temps il parlait à Mondo de tout ce qu'il y a dans les lettres, de tout ce qu'on peut y voir quand on les regarde et qu'on les écoute. Il parlait de A qui est comme une grande mouche avec ses ailes repliées en arrière; de B qui est drôle, avec ses deux ventres, de C et D qui sont comme la lune, en croissant et à moitié pleine, et O qui est la lune toute entière dans le ciel noir. Le H est haut, c'est une échelle pour monter aux arbres et sur le tout des maisons; E et F, qui ressemblent à un râteau et à une pelle, et G, un gros homme assis dans un fauteuil; I danse sur la pointe de ses pieds, avec sa petite tête qui se détache à chaque bond, pendant que J se balance; mais K est cassé comme un vieillard, R marche à grandes enjambées comme un soldat, et Y est debout, les bras en l'air et crie: au secours! L est un arbre au bord de la rivière, M est une montagne; N est pour les noms, et les gens saluent de la main, P dort sur une patte et Q est assis sur sa queue; S, c'est toujours un serpent, Z toujours un éclair; T est beau, c'est comme la mat d'un bateau, U est comme un vase. V, W, ce sont des oiseaux, des vols d'oiseau; X est une croix pour se souvenir.

Mondo, J. M. G. Le Clézio

Le Clézio


Je lis, en ce moment, Mondo et autres histoires de J. M. G. Le Clézio. Je vais juste transcrire ce qui m'a attiré dans ce bouquin au moment où je l'ai acheté.

~ l'extrait transcrit au dos du livre:

«Personne n'aurait pu dire d'où venait Mondo. Il était arrivé un jour, par hasard, ici dans notre ville, sans qu'on s'en aperçoive, et puis on s'était habitué à lui. C'était un garçon d'une dizaine d'années, avec un visage tout rond et tranquille, et de beaux yeux noirs un peu obliques. Mais c'était surtout ses cheveux qu'on remarquait, des cheveux brun cendré qui changeaient de couleur selon la lumière, et qui paraissaient presque gris à la tombée de la nuit. [...] Quand il arrivait vers vous, il vous regardait bien en face, il souriait, et ses yeux étroits devenaient deux fentes brillantes. C'était sa façon de saluer. Quand il y avait quelqu'un qui lui plaisait, il l'arrêtait et lui demandait tout simplement: "Est-ce que vous voulez m'adopter?"»

~ les titres:

Mondo
Lullaby
La montagne du dieu vivant
La roue d'eau
Celui qui n'avait jamais vu la mer
Hazaran
Peuple du ciel
Les bergers

segunda-feira, julho 31, 2006

, (vírgula)

Como puderam constatar, decidi começar a incluir risos nos meus textos (pseudo) humorísticos. No entanto, não tenho visto séries americanas. Não sei, portanto, porquê essa nova ponta de subtileza. Por outro lado, também comecei a dar títulos de sinais de pontuação. Isso sei porquê. Pela simples razão de que… enfim. Chamemos-lhe falta de inspiração. Afinal, num blog, principalmente neste em que qualquer leitor tem consciência de que vai ler bacoradas, nada mais inútil do que um título.

! (ponto de exclamação)

Li há muuuuuuuuuuuito tempo, não me lembro quando, um artigo num jornal que também não me lembro qual era, que o blog se tinha tornado, nomeadamente nos EUA, um fenómeno arriscado, porque as pessoas, principalmente os jovens mas também os adultos têm a mania de fazer do blog deles um diário, ou journal intime, em que escrevem episódios da sua vida pessoal. Relatavam-se casos de pessoas despedidas por fazerem referência à sua vida na empresa, ou de jovens expulsos da escola ou suspensos por difamarem professores, etc, etc, etc. Para além disso também havia referência àquelas jovens deprimidas ou não que desabafam sobre a sua vida e tal e coiso, e realizei que EU ao fim e ao cabo também acabava por fazer isso mesmo com o presente blog. Hoje, acordei de manhã, como todas as manhãs em que acordo por esta altura do dia, e decidi assumir esse facto. Portanto, aqui vai.

Tenho neste momento uma protuberância na testa. Como quem diz, o meu verão começou em grande. Com efeito, a purulência (o corrector do Word diz que esta palavra não existe, mas eu vou supor que os meus estimados leitores a conhecem) latente tem uma dimensão considerável. Eu nunca tive acne (mais uma palavra que eu nunca soube pronunciar em português), estou portanto a assistir a um fenómeno inédito na minha vida. E digo latente porque ainda não apareceu a… digamos… borbulha no seu máximo esplendor. Quando tal acontecer, prometo fazer dela uma descrição detalhada. Não percam o próximo episódio. Estava eu a dizer que me está a aparecer uma… inquilina na testa. O problema é que este "aparecer" significa que está no estado em que parece um galo. Pois, quem olha par mim pensa que bati com a cabeça. Não que isso nunca acontecesse antes, dadas as minhas célebres figuras em frente de estranhos. (as minhas últimas vítimas foram os nossos novos vizinhos da frente… mas isto é um aspecto da minha vida pessoal que prefiro não abordar por enquanto)

Sinto, de cada vez que se olha para mim, os olhares a dirigirem-se, inexoravelmente, para este ponto crítico quase no meio da minha testa. Também sinto, constantemente, a minha nova companheira a crescer, a surgir lentamente das entranhas da epiderme da minha branca e pura fronte. Lembro-me de quando era pequena, e metia um feijão dentro de algodão húmido, e todas as manhãs ia de pijama até à cozinha ver o quanto ele tinha crescido nessa noite… que bonito. É a vida. Enfim… Deixem-me só limpar esta lágrima que tenho no canto do olho para poder continuar a escrever (HAHAHA! ESTA FOI BOA. MUITO BOA. MUITO BOA MESMO.).

Sonho durante a noite com isto, e todas as manhãs, quando acordo, vou-me ver ao espelho. De maneira que já me mentalizei sobre o que vou fazer na próxima semana. Escrever o meu primeiro best-seller: as aventuras de um unicórnio no Algarve.
(PFAAAAAAAAAAAAAAHHHAHAHAAHAHAAHAHA!!!!!)

domingo, julho 30, 2006

: (dois pontinhos)

porrada: sova de pau; pancadaria; (ant.) guisado em que entravam alhos porros

quarta-feira, julho 26, 2006

.(ponto)

Mar

I
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extensa e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua

II
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas nelas só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro

Sophia de Mello Breyner Andresen

Texto encontrado na minha agenda escolar do ano passado; lembro-me de ter lido esta poesia no livro de texto, enquanto apanhava uma seca durante uma aula de português e decidi copiá-lo na agenda. Penso que só por isto a aula valeu a pena.

domingo, julho 23, 2006

Save the Lebanese Civilians


Foi no festival de teatro lycéen de la méditerranée (ok, juro que não volto a mencionar o teatro) que descobri que queria aprender árabe... quando nós, "les portugais", passámos as noites (não me lembro quantas) no mesmo corredor que os libaneses. Passámos literalmente a noite no corredor, visto que ninguém se queria deitar. Ou nos telhados do colégio interno, até ver nascer o sol... Depois foram as despedidas, os primeiros a ir embora foram os italianos, e depois sucederam-se as despedidas, daquelas em que toda a gente chora e jura, e promete que não esquece. Escrevem-se dedicatórias, partilham-se e-mails, etc, etc... sabendo perfeitamente que tudo aquilo não será mais que recordação. Seja como for, depois de quase dois anos sem notícias recebo este mail:


Please go to http://julywar.epetition.net and sign the Save the Lebanese Civilians Petition and forward this invitation to your friends.
Lebanese civilians have been under the constant attack of the state of Israel for several days. The State of Israel, in disregard to international law and the Geneva Convention, is launching a maritime and air siege targeting the entire population of the country. Innocent civilians are being collectively punished in Lebanon by the state of Israel in deliberate acts of terrorism as described in Article 33 of the Geneva Convention.
http://julywar.epetition.net

da MariJo. Ela tinha-nos escrito, uns tempos atrás a querer saber novidades, e eu quis responder, mas não tive tempo. E depois houve os ataques e senti-me estúpida. Desta vez respondo-lhe. De certeza.

sexta-feira, junho 30, 2006

Silêncios

Toca o telefone
Inês atende: estou?
Resposta do outro lado: … olá… sou eu. … tudo bem?
Ah olá! Sim, está tudo, e contigo?
Tudo fixe…
… ainda bem

… hum… tás-me a telefonar por alguma razão em especial?
… (risos sussurrados) …


… Pedro… ainda estás aí?
… (risos de novo sussurrados) … sim

E de novo aqueles silêncios.
Ela já se começara a habituar. Havia alturas em que ele simplesmente se calava. Ao princípio fazia-lhe impressão, e insistia, tentava fazê-lo falar (é incrível o absurdo de certas perguntas, nestas circunstâncias...). E depois habituou-se. E começou também a ficar calada. E ficavam ambos em silêncio, ao telefone, sem esperar nada, nem perguntas, nem respostas, nem novidades. Simplesmente a ouvir o silêncio, por vezes a respiração, um do outro.
Que estupidez.

sexta-feira, junho 02, 2006

nuvens em céu azul...

Fotos tiradas na viagem de comboio... daí os reflexos do vidro, mas por acaso até acho que fica giro...
ainda não me fartei da viagem =) pelo contrário


... águas livres...
o Tejo. O tipo que estava sentado à minha frente a ler o Destak, e o reflexo dos bancos =P

You're looking at me, aren't you?

Fotos tiradas antes de um espectáculo da erva:

... com aquela luz a lâmpada até parecia viva. (fica +fixe se se clicar na foto par ver grande...)


Cenário de Hostal =P... corredor da cave, no dia em que tivemos de adaptar o espectáculo a um espectador de cadeira de rodas.

"Tiene acero. Acero y plata de luna, al mismo tiempo."

Platero es pequeño, peludo, suave; tan blando por fuera, que se diría todo de algodón, que no lleva huesos. Sólo los espejos de azabache de sus ojos son duros cual dos escarabajos de cristal negro.
Lo dejo suelto, y se va al prado, y acaricia tibiamente con su hocico, rozándolas apenas, las florecillas rosas, celestes y gualdas… Lo llamo dulcemente: «Platero?», y viene a mí con un trotecillo alegre que parece que se ríe, en no sé qué cascabeleo ideal…
Come cuánto le doy. Le gustan las naranjas, mandarinas, las uvas moscateles, todas de ámbar, los higos morados, con su cristalina gotita de miel…
Es tierno y mimoso igual que un niño, que una niña…; pero fuerte y seco por dentro, como de piedra. Cuando paso sobre él, los domingos, por las últimas callejas del pueblo, los hombres del campo, vestidos de limpio y despaciosos, se quedan mirándolo:
— Tien’ asero…
Tiene acero. Acero y plata de luna, al mismo tiempo.


Platero y yo, Juan Ramón Jiménez

AAAAARRRRGGGGGHHHH!!!!!! Não dá para fazer pontos de interogação ao contrário... o texto perde logo metade do charme... sorry.

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