Que ninguém se sinta obrigado a ler este blog... a sério, só o fiz para ver como é, para publicar aquilo que me vem à cabeça... o que nem sempre é interessante. Ne vous sentez pas obligés de lire ce blog... je l'ai fait uniquement comme expérience, pour publier ce que je considère intéressant. Et tout est relatif. Surtout l'intéressance. Bref, bienvenue à mon blog! Bem-vindos ao meu blog!

quinta-feira, outubro 22, 2009

Cavalos matinais (cuidado com as interpretações!!!)



Já vou na quarta lição...

Tal como aconteceu noutros dias, os primeiros seres animados com os quais troquei um olhar hoje de manhã foram cavalos. A caminho do laboratório costumo passar por uma quinta (penso que também é uma escola de equitação) com uns cavalos que acompanham os peões durante os metros de caminho contíguos ao curral deles. Estão protegidos contra o frio com umas roupas e umas protecções para as orelhas (coisa que eu também devia arranjar...). Um dia destes tiro uma foto, o problema é que normalmente quando passo por lá já vou atrasada...
De resto ontem e hoje tive de tratar de cenas burocráticas (acho que agora acabou!!), relacionadas nomeadamente com o meu contrato de alojamento. Voltei a reparar que nesta terra os funcionários se vestem como lhes apetece, a senhora (ou rapariga) que trata do alojamento internacional por exemplo tem o cabelo pintado de preto, curto e espetado atrás, os olhos com maquilhagem preta pesada e piercings na cara... é inesperado.
Hoje estive a conversar com uma post-doc coreana lá do lab. Foi ela que meteu conversa comigo na primeira vez que falámos (cá faz-se muito isso: "I think I didn't met you before. Hi! my name is..." e passou-bem). É sul-coreana e quando lhe falei da Maria-João ficou toda contente. Costuma levar o próprio chá coreano e pelo que percebi (das diferentes conversas que tivemos) tem cá um marido e uma filha - contou que o marido engordou desde que o conheceu. Hoje estávamos no café da tarde e ela meteu conversa comigo de uma forma muito original: Adoro molho piripiri! Eu fiquei a olhar. E ela disse que é um molho típicamente português que provou nos EUA com o frango no churrasco no "Nandos". Agora por curiosidade fui ao google e encontrei isto: http://www.nandos.co.uk/ e isto: http://www.nandos.com/. O molho piripiri é típicamente português?! Estou agora a ter uma crise de identidade.
De resto descobri um site de anúcios de bicicletas em segunda mão! Há esperança... A propósito de bicicleta; fiz mais uma nota mental quando passei por isto:

Não segurar só a roda da frente da bicicleta ao suporte!

De resto, hoje tirei fotos a uma árvore que está ao pé do lab e que tenho vindo a namorar desde há alguns tempos:




Tem um vermelho fantástico!

Ah! E encontrei uma árvore esquizofrénica:


Também fotografei arbustos:




terça-feira, outubro 20, 2009

Javalís

Aulas de sueco... a saga continua. Desta vez a lição parece ter sido completada pelo Florian, o austríco do nosso corredor.

Hoje foi o primeiro dia em que pus "as mãos na massa" no laboratório. Sinto-me um bocado orangotango, visto que pego numa pipeta e dizem-me "goooood!" antes mesmo de eu ter feito o que era suposto, mas mais vale isso que o contrário. Tive uma visita guiada ao laboratório de culturas celulares com a nossa técnica, uma senhora sueca (nos seus 60s) muito simpática, que me explicou em quê é que posso mexer e como fazer o meio de cultura para as minhas células. Às tantas passou-se. Literalmente: passou de uma velhota afável para uma fera - alguém tinha estado a usar as nossas placas multiwell... alguém que não é do nosso grupo (disse isto como quem o farejou)... E sem autorização!!! Depois de fulminar um bocado voltou ao normal, continuámos a visita guiada, e quase parecia ter-se esquecido quando de repente... entrou um infeliz do outro grupo de investigação. Ela agarrou na caixa da placas multiwell (com uma velocidade inesperada) e espetou-a debaixo do nariz do jovem, com um chorrilho de palavras furiosas em sueco, que eu não percebi, mas ele ficou visivelmente assustado. O que também era cómico é que se trata de um rapaz de uma certa estatura, que mete algum respeito, tipo segurança de discoteca, enquanto ela tem quase o meu tamanho. O jovem gaguejou uma resposta (não tinha sido ele, pelo que percebi) e foi-se embora. Claro que a partir daí redobrei de apontamentos no meu bloco de notas, para ter a certeza de não fazer asneiras no lab tão cedo.

Continuei a confraternizar com os outros mestrandos: dois austríacos, um alemão, e uma sueca. Até agora não tive conversas especialmente elaboradas com eles... hoje durante o café matinal a sueca e a austríaca puseram-se a falar sobre torradas com salmão fumado, caviar (!) e champanhe (!!!!) para o pequeno almoço (!!!!!!!!!!!!!). Isto a falar a sério! Bem, a austríaca disse que em casa dela era só no Natal. E a sueca diz que champanhe não costuma beber ao pequeno almoço. Só uma vez. Eu ouvia-as falar como quem vê um jogo de ténis e quando se calaram disse que já almocei salmão fumado. Poooiiinnng.

Durante o café da tarde estivemos a conversar com a minha supervisora e outra investigadora sobre a fauna de Lund. Falou-se de um urso que matou umas cabras para os lados de Halland (é uma terra aqui ao pé) e parece que em Lund há javalis durante a noite! Eu perguntei a medo se passavam na Tornavägen (a zona em que me perdi de noite no outro dia) e desmanchou-se a mesa toda a rir. Eu estava a falar a sério... Claaaaaro que não há javalis na Tornavägen, é mais na periferia. De qualquer forma vou tentar voltar para casa antes de anoitecer.

Quando saí do lab continuei a procurar uma bicicleta em segunda mão. No café matinal a mestranda sueca tinha-me falado de uma loja de bicicletas que estava a fechar, e portanto a liquidar o stock, e em que eu era capaz de arranjar uma bicicleta nova barata. Lá fui eu para a dita loja... mas não entrei logo. Isto porque por detrás do balcão espreitava... um javali. Não, estou a brincar, era um pastor alemão enorme. E no meio do chão, ao pé da porta de entrada estava uma bola de futebol toda rasgada. Fiz duas deduções enquanto o canídeo olhava para mim: ele morde coisas (pelo menos bolas de futebol) e está solto, visto que o brinquedo dele está aqui. Até que apareceu o dono da loja, que me fez sinal para entrar e o cão veio todo contente lamber-me as luvas. Perguntei ao senhor se tinha bicicletas em segunda mão; só tinha uma, enorme, de homem. Não dá. Deitei uma vista de olhos nas promoções e era tudo para cima de 3000 coroas (~300 euros). O meu sonho durou pouco. O pastor alemão acompanhou-me à porta e vim para casa.

Foram estas a fotografias que tirei hoje:

À saída do laboratório... ainda havia sol

Menina de bicicleta (snifsnifsnif - qualquer dia ainda cometo um bike-jacking)


Um ninho de corvo (estava lá a mamã-corvo mas voou enquanto eu estava a tirar a máquina da mochila)

A associação de estudantes da Universidade de Lund ao fim da tarde.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Janelas

Hoje de manhã, estavam os meus olhos a habituar-se tranquilamente à sua miopia, quando aterraram nesta inscrição (o quadro encontra-se à frente da mesa do pequeno-almoço):

Claro que apontei logo, que isto de ter aulas de sueco à borla é de se aproveitar!
Suspeito que tenha sido a Camilla. Foi com ela que falei de aprender sueco, perguntei-lhe onde é que ela achava que era melhor. Nessa altura também comentei com ela o facto de na Suécia se usarem legendas, tal como em Portugal! As séries e os filmes em inglês são legendados, cá não se usa dobragem. E ela contou-me uma coisa incrível. Na Polónia, os filmes dão baixinho no original, com uma voz-off masculina por cima a ler os diálogos num tom monocórdico (imaginem um filme de terror em que vêm uma menina a fugir e a gritar com uma voz masculina por cima a dizer: Socorro socorro... socorro. Estou a ser perseguida. Socorro. A... AAAA.)
À tarde fui para o laboratório, e a minha supervisora arranjou-me um cartão magnético que me permite entrar no edifício e uma chave dos laboratórios e de algumas salas com equipamentos especiais (dá-me um ar muito profissional, tanto que o cartão tem o meu nome e uma foto minha - muito CSI). Esteve a mostrar-me o meu local de trabalho, em que deu para eu confraternizar com os outros mestrandos, muito porreiros. Disse-me quem me irá ajudar durante esta semana, e falou-me de uma defesa de tese de doutoramento na sexta a que me recomenda ir. Tomei café às 15h30 com o pessoal do lab - há café às 9h30 e às 15h30, em que toda a gente se junta a beber café, chá e a comer bolachas. O lab tem uma cozinha com montes de máquinas de café, chaleiras, e onde pendurar a nossa chávena. Vou ter de levar uma para mim; hoje bebi numa chávena de guest :P
Acabei por me cruzar com a jovem que irá defender a tese na 6a, a quem pedi uma cópia da tese, e que insistiu em autografá-la. Muito simpática, esteve a falar-me do trabalho dela e dos supervisores. Elogiou o meu inglês (tem-me acontecido com uma certa frequência... mas eu sinto-me terrívelmente tosca) e disse que era muito bom para uma portuguesa. Fiquei a olhar sem saber o que dizer e ela rematou: pelo menos os espanhóis têm uma pronúncia terrível! Expliquei-lhe que em Portugal não era bem a mesma coisa, que os portugueses falam muito bem inglês. Ela riu-se e disse "devo ter feito um dos piores erros da minha vida - meter portugueses e espanhóis na mesma categoria". No comments. Riso amarelo. Ha Ha.
Na Sölvegatan (a rua em que se encontra o laboratório) vi um esquilo a atravessar a estrada. Parei a olhar enquanto ele trepou por uma árvore acima (a 2metros de mim), subiu até à ponta de um ramo, de onde saltou para um arbusto e nunca mais o vi.
No fim da tarde (entenda-se 5h da tarde) fui passear à procura de bicicletas em 2a mão; estão todas esgotadas e as novas custam de 4000 coroas para cima (mais de 400eur)... mas ainda há esperança!!!!
Desta vez tirei umas fotos que não a árvores e folhas caídas mas sim de janelas:




Bem, aqui é uma porta, o número 3 da Sölvegatan.

domingo, outubro 18, 2009

Sol e gaps

O dia de hoje foi bastante caseiro, apesar do sol que tivemos por cá - em Estocolmo começaram as tempestades de neve.
Tive a oportunidade de conversar com pessoal aqui do corredor. Pelo que percebi sou das mais novas (ou a mais nova?) mas também a que está mais avançada no curso. Nesta terra, como em muitos outros sítios na Europa, as pessoas têm tempo de... como dizer? Crescer como lhes apetece antes de começarem um curso superior.
O Peter, por exemplo (um jovem muito bem parecido - se me posso permitir este tipo de considerações num blogue lido pelo meu namorado), tem 22 anos e está no 3º ano do curso de Engenharia Física. Antes de ir para a Universidade decidiu fazer o serviço militar, que não é obrigatório na Suécia. Como não lhe apetecia fazer nada meteu-se naquilo numa de conhecer pessoas e tal.
A Camilla, com quem falei hoje, minha vizinha de corredor, criou com quatro amigos uma empresa de seguranças (security guards). Também é "dupla nacional", polaco-sueca. Viveu na Polónia e em Nice, é muito porreira. Estuda criminologia e psicologia forense.
A primeira pessoa com quem falei de gaps (intervalo entre o secundáro e universidade) foi a Cristina (se bem me lembro do nome). Foi um momento muito engraçado. Não me lembro a que propósito, naquela conversa de chacha que se tem quando ainda não se conhece a pessoa, disse-me que estava muito nervosa porque ia fazer os primeiros exames na próxima semana. Estava no primeiro ano do curso, coitadinha e não sabia bem como ia ser. Eu pensei coitada, caloirinha, deve estar à nora, e reconfortei-a, que ia correr bem, para não se preocupar. No decorrer da conversa perguntei-lhe a idade, e não me lembro da resposta mas era qualquer coisa como 22 ou 23 ou 24 anos, por aí. Perguntei-lhe então o que tinha andado a fazer. Essa fez um gap de 3anos: durante 2 anos e meio trabalhou (na Suécia, em França, na Áustria, em Londres e noutros sítios, já não sei) para amealhar dinheiro. Desde restaurantes a lojas de roupa, hotéis, acho que fez um pouco de tudo. Isto para fazer uma volta ao mundo nos últimos seis meses. A solo, se bem percebi. Está agora a tirar Engenharia e Gestão Industrial. Pronto. Foi assim que me senti um bocado estúpida, a precisar de ser reconfortada...
Toda a gente ma perguntou como é que eu já aqui ia, porquê é que não tinha feito gap, e ficaram a olhar para mim quando disse que fazendo um ano sabático teria de repetir todos os meus exames no ano seguinte.
Também descobri que o ensino superior cá é gratuito e os estudantes têm a possibilidade de receber uma espécie de umas bolsas que lhes permitem ser completamente independentes dos pais, pelo menos financeiramente. Viva o Estado-providência.
Hoje não tenho fotos a apresentar... a menos que queiram mais cores de outono e sol, e tal ;)

sábado, outubro 17, 2009

I landed on an island

Novo link do meu blog. Trata-se do blog do Vicente que está a tirar um mestrado em Jornalismo nos UK.

Nations

Aquela panela com cuscus de uma côr estranha estava na bancada quando eu cheguei; hoje alguém teve esta brilhante ideia:


Até agora não deu grande resultado, mas amanhã, quem sabe...?

Adiante.
Decidi que hoje tinha de ir visitar as Nations de Lund. Tinha de as visitar todas para escolher uma para mim. São uma espécie de associações ou agrupamentos de estudantes, cada uma com o seu espaço, espalhadas por Lund. À partida têm cada uma o seu ambiente próprio - diz-se por exemplo que as de Malmö e Göteborg (entenda-se as Nations da Universidade de Lund Malmö's Nation e Göteborg's Nation) são snobs, para gente fina, portanto. Mais precisamente, costumam ser frequentadas por malta de Estocolmo. Aqui não posso deixar de chamar a atenção para esta maneira de o pessoal de fora da capital (leia-se neste caso - de Lund e/ou de Coimbra e/ou do Porto) tem de tecer preconceitos de snobismo em relação aos habitantes da capital. Não sei se se diz "snobismo"... Enfim.
A pergunta que podem agora estar a fazer é: a que propósito é que ela sente agora esta necessidade de aderir a um agrupamento estudantil? Coitadinha, deve-se se sentir tãããão sozinha.... Bem, não é essa a razão (ainda não entrei nessa fase depressiva do emigrante). Simplesmente, uma das características das Nations é que geralmente possuem um pub, e/ou restuarante, em que servem bebidas e comida por 1/5 de preço dos sítios convencionais. São portanto um local predilecto para saídas à noite dos Lundianos. MAS só se pode entrar ou trabalhar num pub/restaurante de uma Nation se se pertencer a uma (pode ser outra Nation qualquer). Claro que também têm outras actividades; organizam palestras, philosophy cafés, torneios desportivos, excursões, jantares de gala, brunches, etc, etc, etc. Pronto, também era uma forma de eu conhecer malta para além do pessoal do lab e cá de casa. Para mais informações sobre as Nations de Lund: http://www.lu.se/o.o.i.s/11589
Antes de sair de casa estive a ver as localizações de todas as Nations no mapa e decidi-me por um precurso que abarcava o maior número possível. Acabei por só visitar 2 (há 13). Estive à porta da Kalmar's Nation (que fecha ao Sábado) e na Östgotä Nation. Na Kalmar Nation estava um carataz publicitário ao restaurante deles que se chama: Biffen. Servem biffes, portanto. A 40 coroas suecas, o que equivale a... 4 euros! Interesting, isn't it? [nota: tenho estado a falar inglês 24h/24h, por isso não levem a mal estes lapsos]
Durante este meu passeio cheguei a tirar umas fotos:

Um dos edifícios da Universidade

Cores de Outono

Tricot nas grades. Era para anunciar uma exposição de artesanato se bem percebi...



Um telhado com musgo. No meio da cidade

Östgotä Nation


O céu visto do meu quarto

Pôr do sol (6h da tarde)

sexta-feira, outubro 16, 2009

IKEA

Bem, o programa de hoje era ir para Malmö.... claro que às tantas tinha de sair asneira :P Como isto está enorme vou fazer capítulos, assim os meus estimados leitores só lêem o que lhes apetece.

Ida para Malmö
Eu ontem tinha estado a programar meticulosamente esta minha saída em termos de transportes (que linha de autocarros apanhar para onde e tal) - até aqui tudo bem.
Hoje de manhã consegui acordar cedo, saí de casa para ir à paragem onde tinha o meu autocarro... e perdi-me pelo caminho. Logo aí foi um bom começo. Ainda por cima às 8h da manhã o trânsito aqui na minha zona é o caos, está tudo a sair para o trabalho / as aulas. Quando falo de trânsito falo de carros, claro, mas principalmente de bicicletas... montes, por toda a parte, cruzam-se nem sei como não chocam, e fazem razias silenciosas nos peões com uma descontracção total. Enfim, não vi conflitos, nem acidentes, tudo isto parece muito normal, devo ser eu que me tenho de habituar. Depois de dar umas voltas com o tempo a apertar acabei por dar com outro sítio em que me lembrava que deveria também haver, algures, uma paragem para o meu autocarro. Decidi então perguntar è primeira pessoa que me apareceu à frente onde havia uma paragem do 169, e essa pessoa era um varredor da rua... que não falava inglês. Svidich dizia ele. Usei então (com a maestria que podem imaginar) o meu alemão. De tudo o que lhe disse o senhor percebeu a palavra BUS e apontou na direcção em que achava haver uma paragem de autocarros. Muito simpático. E a paragem estava certa.

No Migration Board
Em Malmö dei sem problemas (de mapa em punho e à chuva, mas enfim) com o Migration Board em que obtive (sem problemas) o meu permisso de residência. Aí também houve um momento estranho, em que me deram um formulário interminável que me perguntava quantas vezes tinha eu estado no Espaço Shengen e por quanto tempo. Quando fui refilar o senhor respondeu-me: you only need the paper of the bank, the one of the University, and to fill that. Devia achar que eu vinha de uma terra em que não se sabe o que é um extracto bancário. Lá lhe disse que era portuguesa e ele passou-me o formulário dos europeus (1 folha A4 frente e verso... nada a ver).

IKEA

Depois de obtido o permisso de residência... IKEA time!! Pensem na IKEA de Alfragide, por exemplo. Imagem: uma coisa muito grande numa zona industrial, no meio do nada, algures nos arredores da cidade. Como é que se chega là a pé? Com a minha fantástica noção das distâncias desde que tenha o mapa na mão!! Andei, andei, andei, saí de Malmö, andei, com carros e carros, e vias rápidas... e chuva. Às tantas dei com um caminho pelo mato que (dizia o mapa) devia ir dar ao IKEA. Andei, andei, árvores, corvos, colinas verdinhas, très joli. Até que... vislumbrei... isto [violinos...]:



Woooooow... por fim... there it is... tinha de tirar uma foto àquele momento único. Como não podia deixar de ser, foi aí que passaram dois ciclistas que também devem ter pensado que eu provinha de um país muuuuito distante, em que IKEA era um tótem, ou algo do estilo.
No IKEA... pfff. Não há muito para dizer (apesar de ser o título do post). Devem estar em fim de época; o facto é que estava tudo esgotado. Um desconsolo para quem andou tanto e veio de tão longe snifsnif. Comprei o meu edredon (não me parece que seja suficientemente quente mas não havia grande variedade) e uma almofada, tomei um café e uma espécie de almoço IKEA e saí.

O regresso a casa
Aí está o VERDADEIRO problema da minha eficiente planificação prévia: não tinha previsto o regresso. Poooois é. Andaaaaar tuuuudo outra vez até à paragem onde cheguei? Não me cheira. Apanhei outro autocarro até à dita (mas o que não andei para encontrar uma paragem ao pé do IKEA - aquilo é muito grande para se andar às voltas!). Bem, só sei que quando cheguei a casa não acreditava.

Esperando por um autocarro para o centro de Malmö...

A última lição do dia
Depois de limpezas e tal, decidi voltar a sair de casa para comprar pão e algo para jantar. Aí aprendi mais uma grande lição: não tentar ir para o centro de Lund depois das 5h30 da tarde. A pé chega-se là às 6h (quando está tudo fechado), e quando se encontra um supermercado e se comprou o jantar volta-se de noite cerrada. E perde-se. Ou melhor, eu perco-me (já devem ter percebido - quem não me conhece - que é uma especialidade minha). À noite as coisas são diferentes, que é que querem?!

quinta-feira, outubro 15, 2009

Outono

Hoje o meu dia resumiu-se a passear até ao centro de Lund e a fazer umas compras. De realçar o "estado avançado" do Outono por estas bandas e o mercado. Não percebi muito bem o nome do dito, mas é um mercado ao ar livre, no centro de Lund, que vende frutas, legumes, flores, etc. (nada de muito original). O que me chamou a atenção foi o facto de o pessoal que está por detrás das bancas não ter nada a ver com as velhotas de Coimbra de cesto na cabeça (olha! ó liiinda, vem ver o meu feijão verde!!! fresquinho!!!! baratiiiinhoooo!) - são tudo jóvens! Pessoal da minha idade... já reparei que a maioria das pessoas que se vê a trabalhar (pelo menos onde andei - cafés, super-mercado, padaria, etc.) são gente nova. Provavelmente estudantes, cá o trabalho para nós é encorajado; nas instruções para obter um permisso de residência para estudantes internacionais, no fim da lista de documentos a apresentar, diz "You are entitled to work during the time you are studying." Enfim, quando começar a ir para o lab e souber o ritmo de trabalho que irei ter, a ver se arranjo um part-time.
Entretanto almocei num tailandês vegetariano (ia pela rua e apeteceu-me comer então entrei no primeiro sítio que me apareceu). Comia-se.... e mais uma vez eram putos a levantar e limpar as mesas...
Quando voltei para casa depois das compras estive a preparar um trip para Malmö amanhã, logo de manhãzinha, a ver se consigo ser atendida no "migration board" para obter um permisso de residência, e para ir... adivinhem aonde. O destino inevitável para quem se está a instalar na Suécia - IKEA. Yeeeey!!! Vou poder dormir sem acordar com torcicolos!!! (ainda não tenho almofada).
Bem, tenho de ir fazer o jantar; aqui ficam as fotos que tirei hoje:







quarta-feira, outubro 14, 2009

1º dia em Lund

Como o título do presente post sugere, cheguei hoje a Lund. A viagem correu lindamente (embora tenha tentado dormir desesperadamente enquanto, duas filas mais longe gritava, desenfreadamente, um bebé). A vista é fantástica, visto que se passa ao longo da costa Norte da Europa. Desde a Bretanha às costas belga, holandesa, alemã e dinamarquesa... recomenda-se.
A chegada ao aeroporto de Copenhaga é que me fez confusão: uma autêntica multidão silenciosa. Estava o caos habitual dum aeroporto, com pessoas dum lado para o outro, carrinhos electricos que puxam malas e tal, encontrões, lojas, putos, etc... e um silêncio abismal. Parecia que eu tinha ficado surda. Surrealista. O silência continuou - no comboio ouvia-se o vento. Nem vozes, nem motor, travões, poucaterra, nada. Eu que me constipei (passei dos 30º de Lisboa para 7º em Copenhaga...) até me fazia confusão espirrar, com medo de perturbar e tal. Quando o meu telemóvel (que geralmente não oiço) tocou até me assustei e pu-lo muito depressa em silêncio, não fosse incomodar os nórdicos.
De resto tive imensa ajuda espontânea de desconhecidos, desde indicarem-me a linha do comboio que tinha de apanhar a levar as malas... aqui no prédio estavam duas raparigas no rés-do-chão que insistiram em subir com uma das minhas malas (3 andares sem elevador... 20kg). Impacábel. Em Lund apanhei um táxi para a área Delphi (doeu um bocado - 180 coroas -18 eur.) mas não tinha hipótese, com duas malas... E pronto cá cheguei, fui fazer umas compras muito rápido para não enregelar, jantei e agora estou a ouvir a selecção pelo site da antena 1 - Já sou emigra!!!!
Cheguei a falar com o pessoal do corredor, estiveram a explicar-me a organização disto. Metade são suecos, pelo que percebi. Muito porreiros. Já estão jantares e festas combinados, depois tenho de ver se me organizo ;)
Pronto, agora aqui ficam as únicas fotos que tirei hoje:


O meu quarto

a vista da janela - tenho sooooolll!! :)

terça-feira, setembro 22, 2009

Berlim/Berlin 2009

interior na fachada (Sony-center). L'interieur en façade (Sony Center)



Pôr do sol em frente ao Bundestag. Coucher de soleil devant le Bundestag.



Memorial do Holocausto. Mémorial de l'Holocaust



Arte na montra. Art en vitrine.



Estátua em mosteiro bombardeado. Statue dans un monastère bombardé



Altar do mosteiro. Autel du monastère



Cristo a sair da cruz em frente ao mosteiro. Christ s'arrachant de la croix



Sony Center à noite. Sony Center la nuit



idem



idem

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