Algumas palavras de ordem... mas estava à espera de mais.
Que ninguém se sinta obrigado a ler este blog... a sério, só o fiz para ver como é, para publicar aquilo que me vem à cabeça... o que nem sempre é interessante. Ne vous sentez pas obligés de lire ce blog... je l'ai fait uniquement comme expérience, pour publier ce que je considère intéressant. Et tout est relatif. Surtout l'intéressance. Bref, bienvenue à mon blog! Bem-vindos ao meu blog!
quinta-feira, maio 07, 2009
Queima das fitas de Coimbra 2009
Por uma questão prática, não levei a minha máquina fotográfica para o recinto, para as noites do parque, que para mim foram o melhor da queima. Deixo no entanto alguns momentos do tradicional "cortejo dos grelados", no qual participaram mais de 100 carros alegóricos. Também não tirei tantas fotos do desfile como gostaria, dado que tinha de proteger a minha máquina dos banhos de cerveja.
"Peregrinação" até à praça da República. Notem-se os banquinhos.
A Queima e o álcool...
... já me fiz entender...

Algumas palavras de ordem... mas estava à espera de mais.
Descendo a Avenida Sá da Bandeira...
Cartolando (eu cartolo, tu cartolas, ele cartola, nós cartolamos... etc.)
Final do desfile - fim do dia e da bebida nos carros.
Algumas palavras de ordem... mas estava à espera de mais.
sábado, maio 02, 2009
quinta-feira, abril 30, 2009
Octopus's garden - ou atrofio pós-exame

I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shadeHe'd let us in, knows where we've been
In his octopus' garden in the shade
I'd ask my friends to come and see
An octopus' garden with me
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade.
We would be warm below the storm
In our little hideaway beneath the waves
Resting our head on the sea bed
In an octopus' garden near a cave
We would sing and dance around
because we know we can't be found
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade
We would shout and swim about
The coral that lies beneath the waves
(Lies beneath the ocean waves)
Oh what joy for every girl and boy
Knowing they're happy and they're safe
(Happy and they're safe)
We would be so happy you and me
No one there to tell us what to do
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden with you.
The beatles (Abbey Road)
domingo, abril 26, 2009
sexta-feira, abril 10, 2009
Marius - Pagnol
sábado, abril 04, 2009
segunda-feira, março 30, 2009
Grilos
Hoje descobri o blog de um tipo que só fotografa grilos!!! (acho eu que aquilo são grilos...)
http://dongwu-tupian.blogspot.com/
http://dongwu-tupian.blogspot.com/
domingo, março 29, 2009
sábado, março 28, 2009
Faculdade de Medicina
Os móveis de outros tempos acumulam-se nos outrora ilustres corredores,
por onde passaram bandos de alunos de medicina ainda excitados com o
cheiro a sangue das aulas práticas. Alguns, prateleiras envidraçadas,
ainda exibem instrumentos que tanto poderiam ser de tortura como de
progresso. Ou dos dois. Alambiques, macas com suportes estranhos,
aparelhos esquisitos, com quadrantes e ponteiros a indicar valores
misteriosos, frascos nos quais se pode imaginar órgãos a boiar na sua
eternidade de formol. Há um átrio em que se instalou uma sala de aulas
do século passado (isto digo eu), com as mesas alinhadas, a apanhar
poeira perante os olhares esporádicos, apressados e indiferentes dos
raros investigadores que por aquele piso ainda passam, a caminho do
microscópio de fluorescência.
Dentro das salas estão instrumentos sofisticados, ainda a brilhar,
constante e freneticamente limpos pelas empregadas de azul. São brancos
ou cinzentos, de plástico e de polímeros complicados. Alguns ainda têm
o autocolante com o símbolo da UE, comprados com o apoio de fundos
comunitários. Nos corredores alinham-se os enormes e ainda majestosos
móveis de madeira, cuja perene escuridão contrasta com a deslumbrante,
fria, e precisa eficiência da moderna paisagem laboratorial que se
vislumbra pelas portas entreabertas.
Os velhos olham-nos de cima, com as suas sábias portadas de madeira
trabalhada ou com inúmeras gavetinhas de etiquetas cegas. Tristes?
Condescendentes? Irónicos? …«Sim, sim, hoje és o futuro. Ou achas que
és o futuro. Que és fundamental para o resto da humanidade e que por
isso é que não paras. Não olhes para mim, prossegue o teu caminho na tua
bata branca, que te dá um ar tão profissional e competente. Como se não
te quisesses imaginar no meu lugar. Não pares para pensar. Não precisas…
já sabes, um dia estarás aqui... no dia em que ficares arquivada a um
canto à espera que alguém decida a fazer-te desaparecer dos olhares do
mundo hás-de te lembrar de mim.»
por onde passaram bandos de alunos de medicina ainda excitados com o
cheiro a sangue das aulas práticas. Alguns, prateleiras envidraçadas,
ainda exibem instrumentos que tanto poderiam ser de tortura como de
progresso. Ou dos dois. Alambiques, macas com suportes estranhos,
aparelhos esquisitos, com quadrantes e ponteiros a indicar valores
misteriosos, frascos nos quais se pode imaginar órgãos a boiar na sua
eternidade de formol. Há um átrio em que se instalou uma sala de aulas
do século passado (isto digo eu), com as mesas alinhadas, a apanhar
poeira perante os olhares esporádicos, apressados e indiferentes dos
raros investigadores que por aquele piso ainda passam, a caminho do
microscópio de fluorescência.
Dentro das salas estão instrumentos sofisticados, ainda a brilhar,
constante e freneticamente limpos pelas empregadas de azul. São brancos
ou cinzentos, de plástico e de polímeros complicados. Alguns ainda têm
o autocolante com o símbolo da UE, comprados com o apoio de fundos
comunitários. Nos corredores alinham-se os enormes e ainda majestosos
móveis de madeira, cuja perene escuridão contrasta com a deslumbrante,
fria, e precisa eficiência da moderna paisagem laboratorial que se
vislumbra pelas portas entreabertas.
Os velhos olham-nos de cima, com as suas sábias portadas de madeira
trabalhada ou com inúmeras gavetinhas de etiquetas cegas. Tristes?
Condescendentes? Irónicos? …«Sim, sim, hoje és o futuro. Ou achas que
és o futuro. Que és fundamental para o resto da humanidade e que por
isso é que não paras. Não olhes para mim, prossegue o teu caminho na tua
bata branca, que te dá um ar tão profissional e competente. Como se não
te quisesses imaginar no meu lugar. Não pares para pensar. Não precisas…
já sabes, um dia estarás aqui... no dia em que ficares arquivada a um
canto à espera que alguém decida a fazer-te desaparecer dos olhares do
mundo hás-de te lembrar de mim.»
domingo, março 22, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
Vent
« Le vent traînait des pailles sur le chemin, pailles arrachées
aux litières par les minces brèches des portes, pailles volantes
des abords de grange, pailles anciennes des meules oubliées
au soleil. Le vent s’était levé matin. Il avait raclé la surface de
la mer pour lui prendre le sucre blanc des embruns, il avait
grimpé la falaise, faisant sonnailler les bruyères stridentes, il
tournait autour de la maison, se taillant un sifflet du moindre
recoin, soulevant, çà et là, une tuile plus agile, roulant des
feuilles de l’automne passé, filigrane bruni ayant échappé à la
succion du compost, tirant des ornières une draperie de poudre
grise, écorchant de sa râpe la croûte sèche d’anciennes flaques.
Un tourbillon se formait à l’orée du village. »
L’Arrache-Cœur, Boris Vian
aux litières par les minces brèches des portes, pailles volantes
des abords de grange, pailles anciennes des meules oubliées
au soleil. Le vent s’était levé matin. Il avait raclé la surface de
la mer pour lui prendre le sucre blanc des embruns, il avait
grimpé la falaise, faisant sonnailler les bruyères stridentes, il
tournait autour de la maison, se taillant un sifflet du moindre
recoin, soulevant, çà et là, une tuile plus agile, roulant des
feuilles de l’automne passé, filigrane bruni ayant échappé à la
succion du compost, tirant des ornières une draperie de poudre
grise, écorchant de sa râpe la croûte sèche d’anciennes flaques.
Un tourbillon se formait à l’orée du village. »
L’Arrache-Cœur, Boris Vian
sexta-feira, março 13, 2009
« Quelques instants, il demeura sur le dos immobile. Les
choses de ces derniers jours dansaient jusqu’au vertige et
son cœur battait violemment. Peu à peu, il se détendit et
glissa dans l’inconscience, fermant ses paupières lasses sur
des rétines lacérées par les lanières rêches de visions
insolites. »
L’Arrache-Cœur, Boris Vian
quinta-feira, março 12, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
sábado, março 07, 2009
May you stay...
...
Forever Young
May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,
May you always do for others
And let others do for you.
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.
May you grow up to be righteous,
May you grow up to be true,
May you always know the truth
And see the lights surrounding you.
May you always be courageous,
Stand upright and be strong,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.
May your hands always be busy,
May your feet always be swift,
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift.
May your heart always be joyful,
May your song always be sung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.
Forever Young
May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,
May you always do for others
And let others do for you.
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.
May you grow up to be righteous,
May you grow up to be true,
May you always know the truth
And see the lights surrounding you.
May you always be courageous,
Stand upright and be strong,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.
May your hands always be busy,
May your feet always be swift,
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift.
May your heart always be joyful,
May your song always be sung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.
Bob Dylan
imagem tirada de http://www.bobdylan.com/
música em: http://www.bobdylan.com/#/songs/forever-young
imagem tirada de http://www.bobdylan.com/
música em: http://www.bobdylan.com/#/songs/forever-young
segunda-feira, março 02, 2009
Bora lá Fora??

Novo link: Bora lá fora?? - Blog do pessoal do Mestrado em Biologia Celular e Molecular da Univ. de Coimbra que está a pensar fazer Erasmus para o ano.
Já agora encontram-se relatadas as peripécias de:
"Vera e Marta na selva de Coimbra"
ou
"Vera e Marta na selva das burocracias muito complicadas [porque estas coisas se não forem complicadas perdem todo o seu charme] para quem tem a infeliz ideia de se meter em Erasmus"
"Vera e Marta na selva de Coimbra"
ou
"Vera e Marta na selva das burocracias muito complicadas [porque estas coisas se não forem complicadas perdem todo o seu charme] para quem tem a infeliz ideia de se meter em Erasmus"
sábado, fevereiro 28, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
Workshop de Cabaret
sábado, fevereiro 07, 2009
National Geographic
Tenho o draft deste post há séculos. Ainda não tive coragem de o publicar devido à estupidez dos vídeos mas penso que se calhar a apesar de tudo até têm a sua piada...
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Cidades Impossíveis
sexta-feira, janeiro 30, 2009
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Amnistia Internacional

Descobri hoje que Amnistia Internacional foi criada em 1961 para defender... portugueses!! Estudantes aprisionados por terem feito um brinde à liberdade... interesting, isn't it?
http://www.amnesty.org/
OPEN your newspaper any day of the week and you will find a report from somewhere in the world of someone being imprisoned, tortured or executed because his opinions or religion are unacceptable to his government. [...] The newspaper reader feels a sickening sense of impotence. Yet if these feelings of disgust all over the world could be united into common action, something effective could be done.
Peter Benenson "The Forgotten Prisoners" The Observer 1961
Hoje existem mais de 2 200 000 de membros distribuídos por 150 países.
Ironia do destino: a página de Amnisty Internacional Portugal encontra-se em manutenção =D novas tecnologias... é o que dá...
sábado, janeiro 03, 2009
Fado Português
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
No peito de um marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca de um mirinheiro
No frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem o teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que eu te leve à sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
A proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
No peito de um marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca de um mirinheiro
No frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem o teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que eu te leve à sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
A proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
terça-feira, novembro 25, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
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