Que ninguém se sinta obrigado a ler este blog... a sério, só o fiz para ver como é, para publicar aquilo que me vem à cabeça... o que nem sempre é interessante. Ne vous sentez pas obligés de lire ce blog... je l'ai fait uniquement comme expérience, pour publier ce que je considère intéressant. Et tout est relatif. Surtout l'intéressance. Bref, bienvenue à mon blog! Bem-vindos ao meu blog!
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Cidades Impossíveis
sexta-feira, janeiro 30, 2009
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Amnistia Internacional

Descobri hoje que Amnistia Internacional foi criada em 1961 para defender... portugueses!! Estudantes aprisionados por terem feito um brinde à liberdade... interesting, isn't it?
http://www.amnesty.org/
OPEN your newspaper any day of the week and you will find a report from somewhere in the world of someone being imprisoned, tortured or executed because his opinions or religion are unacceptable to his government. [...] The newspaper reader feels a sickening sense of impotence. Yet if these feelings of disgust all over the world could be united into common action, something effective could be done.
Peter Benenson "The Forgotten Prisoners" The Observer 1961
Hoje existem mais de 2 200 000 de membros distribuídos por 150 países.
Ironia do destino: a página de Amnisty Internacional Portugal encontra-se em manutenção =D novas tecnologias... é o que dá...
sábado, janeiro 03, 2009
Fado Português
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
No peito de um marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca de um mirinheiro
No frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem o teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que eu te leve à sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
A proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava
Na amurada de um veleiro
No peito de um marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca de um mirinheiro
No frágil barco veleiro
Morrendo a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem o teu sentido
Que aqui te faço uma jura
Que eu te leve à sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
A proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
terça-feira, novembro 25, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
Lagos
terça-feira, setembro 09, 2008
Férias
Por estranho que possa parecer... hoje vou escrever. Ainda não sei bem sobre quê, mas apetece-me, o que já não me acontecia há muito tempo. Pode ter a ver com o facto de eu durante as fériar ter lido como se disso dependesse a minha sobrevivência. No fim do semestre passado fui estudar para as últimas (derradeiras e inúteis) melhorias do curso no Institut Franco-Portugais. Durante as pausas não pude resistir a ir passear na Nouvelle Librairie Française e a arruinar-me e comprar livros todos os dias. Não sei descrever a sensação de abrir um livro e começar a lê-lo pela primeira vez desde quase um ano.




Também pode ter a ver com a minha descontracção. Há muito tempo que não estava tão relaxada. Precisava mesmo de férias. Com praia de preferência. Uma semaninha em Setembro na costa alentejana veio mesmo a calhar:
Este é o centro do Almograve, de manhã. A igreja à esquerda e os sanitários públicos do lado direito.
Um dos aspectos de que mais gostei foi a presença, de dez em dez metros, de banquinhos. Sem outra utilidade do que a de alguém se sentar. A ideia de uma pessoa sair de casa só para se sentar à beira da estrada deserta, ou no centro do Almograve em frente aos sanitários públicos, simplesmente para estar sentado a pensar na vida, fascina-me. Em Lisboa não me passaria pela cabeça sentar-me num banco só para estar sentada num banco. E no entanto, naquele contexto, em que praticamente não passa ninguém, os veraneantes se vão embora com a chegada do mês de Setembro e no fundo não há mais nada para fazer a não ser ir para a praia e dormir sestas, já faz todo o sentido.
Não o fiz, mas a perspectiva de a todo o momento me poder sentar em largas horas de introspecção foi deveras reconfortante. As pessoas que gastam balúrdios em psicólogos e sessões de Yôga por causa do stress faziam melhor em fugir para a praia.
Esta está dividida e dois por rochedos, para me reservar a surpresa de ir ver o que há no outro lado...
Manhãs de nevoeiro na praia...
... céu azul e solarengo à tarde.
Aqui temos bancos para pensar na vida à sombra, também no centro do Almograve.
domingo, maio 11, 2008
domingo, abril 20, 2008
Bob Dylan omnipresente
Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks
-
You that never done nothin'
But build to destroy
You play with my world
Like it's your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly
-
Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain
-
You fasten the triggers
For the others to fire
Then you set back and watch
When the death count gets higher
You hide in your mansion
As young people's blood
Flows out of their bodies
And is buried in the mud
-
You've thrown the worst fear
That can ever be hurled
Fear to bring children
Into the world
For threatening my baby
Unborn and unnamed
You ain't worth the blood
That runs in your veins
-
How much do I know
To talk out of turn
You might say that I'm young
You might say I'm unlearned
But there's one thing I know
Though I'm younger than you
Even Jesus would never
Forgive what you do
-
Let me ask you one question
Is your money that good
Will it buy you forgiveness
Do you think that it could
I think you will find
When your death takes its toll
All the money you made
Will never buy back your soul
-
And I hope that you die
And your death'll come soon
I will follow your casket
In the pale afternoon
And I'll watch while you're lowered
Down to your deathbed
And I'll stand o'er your grave
'Til I'm sure that you're dead
-
Bob Dylan, Masters of War
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Junkies e Kantor
Acrescentei o link do myspace dos Junkies Running Dry (dá para ouvir as músicas, para quem estiver interessado...)

foto tirada do blog do nnt. (Viva o plágio)
E outro do NNT -novo Núcleo de Teatro- o grupo da minha fac, estão agora a começar com espectáculos do último projecto, Chez Kantor.

foto tirada do blog do nnt. (Viva o plágio)
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
sábado, fevereiro 23, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
TENHO NET!!!
É verdade. Por estranho que pareça... tenho net. Já não sou a mesma pessoa, eu própria não me reconheço! Será este o prenúncio de um ressuscitar do "experiências? Eis a questão!
Não percam o próximo episódio porque nós também não!
Não percam o próximo episódio porque nós também não!
terça-feira, abril 24, 2007
Catedral
O silencio.
Apenas quebrado pelo eterno mugido do Mar.
Como o vento entre os vitrais.
Terno e familiar.
Como quem diz: bem-vindo à Minha casa.
A imensidão,
O recolhimento.
Almas sentadas, viradas para o horizonte,
Para o altar.
A sós,
Ou não.
As vozes resumem-se a murmúrios,
Rezas para o vento.
Alguém passa
Com o olhar perdido
Entre pensamentos e os pés descalços
Na areia
Nas conchas
No céu
Nas ondas
Nesta cúpula envolvente e protectora
De Luz branca
Do presente
E de outrora
Ok
Isto está-se a agravar
Estou a escrever poesia
Something’s wrong
Antes continuo na minha via,
E Frankfurt VIII - nocturno retratar:
Apenas quebrado pelo eterno mugido do Mar.
Como o vento entre os vitrais.
Terno e familiar.
Como quem diz: bem-vindo à Minha casa.
A imensidão,
O recolhimento.
Almas sentadas, viradas para o horizonte,
Para o altar.
A sós,
Ou não.
As vozes resumem-se a murmúrios,
Rezas para o vento.
Alguém passa
Com o olhar perdido
Entre pensamentos e os pés descalços
Na areia
Nas conchas
No céu
Nas ondas
Nesta cúpula envolvente e protectora
De Luz branca
Do presente
E de outrora
Ok
Isto está-se a agravar
Estou a escrever poesia
Something’s wrong
Antes continuo na minha via,
E Frankfurt VIII - nocturno retratar:
Vista do cimo da MainTower... os arranha-céus parecem colmeias, vistos daqui...
terça-feira, março 20, 2007
Frankfurt VII - Senckenberg
segunda-feira, março 19, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
mais um link
Estou a fazer uma pesquisa para a cadeira de Biologia Vegetal e lembrei-me de um site porreiro de biologia... já agora ponho aqui o link, fica mais à mão das próximas vezes que precisar:
http://www.biology-online.org
http://www.biology-online.org
Frankfurt VI - bicicletas
Esta é a Rua Augusta lá do sítio, die Zeil (nunca sei se é die, der, ou das =P). Vi nos guias que é a maior rua comercial da Alemanha (mais larga, mais comprida, etc...). Tirei esta foto ao fim do dia, estava imensa gente a passear e a comer, e havia uma quantidade incrível de bicicletas estacionadas. Deviam ser do pessoal que trabalha lá nas lojas e nos escritórios.

terça-feira, março 13, 2007
Frankfurt V - à beira do rio Main
Estas fotos também foram tiradas no segundo dia de sol, em que fui passear para a beira-rio. Atravessei uma das duas pontes para peões e fui para a "margem Sul" ver o fim do dia. Andei là um bocado ao longo do rio, a olhar para os arranha-céus. O que aparece mais vezes é o arranha-céus mais alto de todos (acho que se chama Kommerz Turm... tipo "torre do comércio"... não me lembro bem nem sei se é assim que se escreve =P)
Nesta apanhei o barco... também a tirei pelo contraste entre as casas de habitação à frente dos arranha-céus do centro financeiro da cidade. Os reflexos do sol nos vidros constituiu um obstáculo às fotografias, sobre-tudo às do pôr do Sol.

Esta, se bem me lembro, foi tirada de cima da ponte. O barco é o mesmo da foto precedente e vê-se um bairro residencial (bem feioso) à frente do "Dom" (a catedral imperial, sobre a qual já escrevi no post Frankfurt III - centro histórico)

Estes senhores, na extremidade Sul da ponte, animavam o ambiente (embora estivessem ao lado de umas obras). Em Frankfurt, como em muitas outras cidades europeias (que não Lisboa) há imensos músicos de rua. Là dominavam, de longe, clarinetes e acordeões (ou acordeãos...?). Também havia uma rapariga, na estação de metro da Hauptwache que tocava violino. Sempre no mesmo spot. Parecia ser estudante.

Aqui eu já estava no passeio da margem Sul, a passear ao longo do Main. Havia uma quantidade incrível de pessoal a fazer jogging, andar de bicicleta, etc... às tantas, num dos bancos virados para o rio, perto de uma das pontes, estavam uns tipos da minha idade a fumar chicha, com o cachimbo poisado no chão. Quase estive para ir ter com eles.
Nesta apanhei o barco... também a tirei pelo contraste entre as casas de habitação à frente dos arranha-céus do centro financeiro da cidade. Os reflexos do sol nos vidros constituiu um obstáculo às fotografias, sobre-tudo às do pôr do Sol.
Esta, se bem me lembro, foi tirada de cima da ponte. O barco é o mesmo da foto precedente e vê-se um bairro residencial (bem feioso) à frente do "Dom" (a catedral imperial, sobre a qual já escrevi no post Frankfurt III - centro histórico)
Estes senhores, na extremidade Sul da ponte, animavam o ambiente (embora estivessem ao lado de umas obras). Em Frankfurt, como em muitas outras cidades europeias (que não Lisboa) há imensos músicos de rua. Là dominavam, de longe, clarinetes e acordeões (ou acordeãos...?). Também havia uma rapariga, na estação de metro da Hauptwache que tocava violino. Sempre no mesmo spot. Parecia ser estudante.
Aqui eu já estava no passeio da margem Sul, a passear ao longo do Main. Havia uma quantidade incrível de pessoal a fazer jogging, andar de bicicleta, etc... às tantas, num dos bancos virados para o rio, perto de uma das pontes, estavam uns tipos da minha idade a fumar chicha, com o cachimbo poisado no chão. Quase estive para ir ter com eles.
Esta foto representa bem a imagem com que fiquei de Frankfurt: os arranha-céus imponentes, contrastando com as casinhas residenciais, o senhor de bicicleta (havia muitas bicicletas) e o aeroporto internacional (vê-se o avião). Note-se o movimento geral da esquerda para a direita. Claro que só reparei nisto tudo a posteriori. Mas pronto.
segunda-feira, março 12, 2007
novo link
Descobri (passados 6 anos... mais vale tarde do que nunca) que o meu cartão de aluna da Academia de Amadores de Música me dá bilhetes grátis nos concertos da Gulbenkian (não sei se é o caso para TODOS mas acho que é pelo menos para aqueles em que toca a orquestra). Decidi portanto manter-me atenta, não só para os concertos (tenho de cultivar mais o meu ouvido musical) como para as conferências (nomeadamente as de ciências): acrescentei um link para a agenda da Fundação Calouste Gulbenkian no fim da página. Para ter um blog mais culto.(tirei o logo da página: http://www.gulbenkian.org/agenda_actividades.asp)
Frankfurt IV - pássaros
A Imagem
O Sol batia forte, todas as mesas da esplanada tinham o guarda-sol aberto. Era um Verão de céu muito azul. Ele era bem parecido, mas como estava de óculos escuros eu não lhe podia ver os olhos. Bebia uma imperial e olhava para a que eu imagino ser a namorada. Ela também era bonita, não tinha óculos mas luz não a parecia incomodar. Olhava para ele mas não o parecia ver. O queijo da sandes que tinha na frente amolecia lentamente mas ela também não se parecia incomodar com isso. Eu estava duas mesas mais longe e não ouvia tudo o que diziam. Praticamente só ouvia a voz dela.
- Sabes, compreendo-te. Mas eu demorei mais de um ano a esquecê-lo.
- ... [resposta do homem, que não ouvi]
- Foi tudo muito rápido, tinha ido passar férias com amigos que o conheciam e que não deixavam de falar nele. Tinha-se tornado popular, de repente, por ter ganho um prémio com o projecto de arquitectura. E eu que quase o tinha esquecido. A imagem dele voltou em força. Com aquela estúpida obsessão embrulhada em esperança. Foi o suficiente para me estragar os últimos dias de praia. Lembro-me do preciso momento em que tudo acabou. Quando cheguei a casa, ele ligou-me. Falei com ele, não me lembro de quê. Só sei que no momento seguinte percebi. É estúpido, este fenómeno é tão banal... Percebi que a imagem que tinha povoado os meus sonhos, que me tinha estragado as férias e muito mais antes disso, que ocupava os meus pensamentos de cada vez que eu ouvia as letras de certas músicas foleiras, que surgia sempre que comentavam o projecto de arquitectura... que tinha sido a causa daquelas lágrimas adolescentes e desiludidas... não era a dele.
- blablabla [outra resposta do homem, que não ouvi]
- Não, não eras tu, só apareceste na minha vida 6 ou 7 meses depois, não é disso que estou a falar. Era a imagem de alguém que não existia. Que nunca tinha existido. Uma imagem criada por mim, baseada nos sentimentos que eu pensava ainda ter por ele.
- ... blabla... ?!
- A sério... nesse momento senti-me libertada. Dei-me conta que estava apaixonada por uma imagem virtual. Daí aquela espécie de frustração nas poucas vezes que o via. Porque a realidade já não correspondia ao que eu tinha idealizado. ... De quê é que te estás a rir?
- pffffbla...
- Sim eu sei, é ridículo, concordo contigo... Mas já podes parar de rir...
- blabla... blablablabla... blablablaaaaahaahahahahahahahhahaha!!!!!!!! Pfaaaahahahahahahahaha!!!!! Mulheres [foi a única palavra dele que percebi]...! Hihihihi.... blahaha. Hehe. He.
Ele estava sozinho à mesa. Tentava livrar-se dos pedaços amarelos do queijo derretido que se tinham agarrado à barba de três dias. Na testa tinha a marca da baguette, entretanto poisada em cima da mesa. As duas metades do pão ainda estavam ligadas à T-shirt dele por longos fios de queijo gorduroso. O amor tem destas coisas.
- Sabes, compreendo-te. Mas eu demorei mais de um ano a esquecê-lo.
- ... [resposta do homem, que não ouvi]
- Foi tudo muito rápido, tinha ido passar férias com amigos que o conheciam e que não deixavam de falar nele. Tinha-se tornado popular, de repente, por ter ganho um prémio com o projecto de arquitectura. E eu que quase o tinha esquecido. A imagem dele voltou em força. Com aquela estúpida obsessão embrulhada em esperança. Foi o suficiente para me estragar os últimos dias de praia. Lembro-me do preciso momento em que tudo acabou. Quando cheguei a casa, ele ligou-me. Falei com ele, não me lembro de quê. Só sei que no momento seguinte percebi. É estúpido, este fenómeno é tão banal... Percebi que a imagem que tinha povoado os meus sonhos, que me tinha estragado as férias e muito mais antes disso, que ocupava os meus pensamentos de cada vez que eu ouvia as letras de certas músicas foleiras, que surgia sempre que comentavam o projecto de arquitectura... que tinha sido a causa daquelas lágrimas adolescentes e desiludidas... não era a dele.
- blablabla [outra resposta do homem, que não ouvi]
- Não, não eras tu, só apareceste na minha vida 6 ou 7 meses depois, não é disso que estou a falar. Era a imagem de alguém que não existia. Que nunca tinha existido. Uma imagem criada por mim, baseada nos sentimentos que eu pensava ainda ter por ele.
- ... blabla... ?!
- A sério... nesse momento senti-me libertada. Dei-me conta que estava apaixonada por uma imagem virtual. Daí aquela espécie de frustração nas poucas vezes que o via. Porque a realidade já não correspondia ao que eu tinha idealizado. ... De quê é que te estás a rir?
- pffffbla...
- Sim eu sei, é ridículo, concordo contigo... Mas já podes parar de rir...
- blabla... blablablabla... blablablaaaaahaahahahahahahahhahaha!!!!!!!! Pfaaaahahahahahahahaha!!!!! Mulheres [foi a única palavra dele que percebi]...! Hihihihi.... blahaha. Hehe. He.
Ele estava sozinho à mesa. Tentava livrar-se dos pedaços amarelos do queijo derretido que se tinham agarrado à barba de três dias. Na testa tinha a marca da baguette, entretanto poisada em cima da mesa. As duas metades do pão ainda estavam ligadas à T-shirt dele por longos fios de queijo gorduroso. O amor tem destas coisas.
quinta-feira, março 08, 2007
Frankfurt III - centro histórico
O centro histórico é principalmente constituído pela praça de mercado "Römer": quer dizer "romano" porque era onde ficavam os mercadores italianos nos séculos XIII-XIV (não tenho a certeza dos séculos). Foi destruído na segunda guerra mundial e reconstruído recentemente. A torre que se vê ao fundo foi o que ficou de pé (depois da 2a guerra) do chamado "Dom" ou Catedral imperial que entretanto também foi reconstruída.

Bioéthique
... Angoisse de gène au bord du clone...
... Solitude du doute bioéthique...
(dos de Le Destin de Monique de Claire Bretécher)
... Solitude du doute bioéthique...
(dos de Le Destin de Monique de Claire Bretécher)
quarta-feira, março 07, 2007
Frankfurt II
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